• Telefonia fixa
A empresa americana de telecomunicações AT&T vai iniciar, nos próximos meses, operações de telefonia fixa na Grande São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A Agência Nacional de Telecomuncações (Anatel) afirmou que a emissão para a autorização das atividades da companhia nessas localidades já foi aprovada pelo seu conselho diretor. Atualmente, no Brasil a multinacional se dedica apenas à transmissão de dados, Internet e serviços de voz para o mercado corporativo.
• GM
Seis mil funcionários da General Motors (GM) de São Caetano do Sul (SP) aprovaram, por unanimidade, a proposta negociada anteontem, durante reunião entre representantes da montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano (filiado à Força Sindical). A aprovação da proposta indica que os 108 funcionários com contratos temporários com término em julho deverão ser desligados da empresa. A GM vai suspender a demissão dos outros 700 funcionários, mas abrirá um Programa de Demissão Voluntária (PDV).
• PDV
Se o PDV atingir o número de empregados desejado pela empresa, tornará desnecessárias medidas como o banco de horas e lay-off (afastamento temporário com redução de salário). Enquanto isso não ocorrer, cerca de 4,5 mil funcionários de São Caetano e outros 2,5 mil de São José dos Campos (SP) estarão em férias coletivas até o dia 7 de agosto. Após essa data, a jornada de trabalho dos funcionários deverá ser reduzida de 40 horas para 32 horas e não haverá mais o segundo turno da produção.
• Salários
A partir de novembro, a GM adotará o lay-off, pagando 80% dos salários para 700 funcionários até março de 2003. Somente em dezembro será pago 90% do salário dos afastados. O sindicato conseguiu o compromisso da montadora de pagamento integral do 13.º salário, além de assistência médica e participação nos lucros.
• Baixa renda
A forma de ressarcimento para as distribuidoras de energia em função do aumento do número de consumidores de baixa renda (que pagam tarifas menores) gera divergências dentro do próprio governo. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia defendem que sejam usados recursos de algum fundo ou do Tesouro. Em contrapartida, parte da equipe econômica seria favorável a um novo reajuste de tarifas.
• Extra
Para cobrir a perda de receita das distribuidoras, o Tesouro teria um custo extra em torno de R$ 40 milhões por mês. Caso a escolha do governo seja por reajuste de tarifas, o aumento médio deveria ficar entre 2% e 3%, sendo que no Nordeste, onde há mais consumidores de baixa renda, o percentual seria maior: entre 7% e 11%. Pela atual lei em vigor, são considerados consumidores de baixa renda todos os que consomem menos de 80 kWh/mês.
• Energia livre
O Mercado Atacadista de Energia (MAE) - onde geradoras e distribuidoras do setor elétrico vendem e compram energia - divulgou parte da contabilização das transações da chamada energia livre. Entre setembro de 2000 e março de 2001, teriam sido negociados R$ 909 milhões. Trata-se de uma parcela pequena dos valores transacionados desde a criação do mercado livre de energia. O superintendente do MAE estima que o total de negócios efetuados desde setembro de 2000 até junho deste ano chegue a R$ 13 bilhões.
• Reajustes
O período do racionamento, em que os preços da energia livre explodiram, ainda não foi contabilizado. Mas, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães, estariam incluídos nos reajustes de tarifas de 2,9% e de 7,9% feitos no início do ano.