Tribuna do Leitor

Dia dos avós


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Conta a lenda que um velho lavrador plantava uma oliveira quando dele se aproximou um homem e questionou: “Qual é o sentido de plantar uma árvore que só florescerá e dará frutos daqui a 15 anos? O lavrador respondeu: “Se hoje nós podemos usufruir dos frutos e da sombra de todas esta oliveira, é porque alguém teve o desprendimento e a benevolência de plantá-las há 15, 20 ou 40 anos atrás.” Relembrando esta antiga história, começo a refletir sobre o que é envelhecer no Brasil e chegar à tal da terceira idade. Por todo lado, o que vejo é um completo desrespeito para com aqueles que dedicaram toda a vida em prol do trabalho e do desenvolvimento do País. Na sociedade, em geral, percebo a discriminação e o abandono. Nossos idosos não têm acesso ao lazer, a uma saúde adequada, à cultura... Enfim, a uma vida digna. Para isso, contribuem decisivamente os nossos governantes, que esperam que os milhões de aposentados e pensionistas brasileiros sobrevivam com um mínimo salário mínimo. Quanta crueldade e, porque não dizer, quanta falta de visão! Será que não percebem que, além de imporem condições desumanas de vida a estas pessoas, deixam de aproveitar toda a sabedoria e experiência por elas adquiridas ao longo de anos e anos? Quem melhor do que os nosso idosos poderia educar os jovens que ingressam no mercado de trabalho e começam a desabrochar? Com estas rápidas linhas, não tenho a intenção de esgotar o assunto. Ainda pretendo voltar a ele. Minha intenção é abrir e incentivar este debate na sociedade. Quem sabe, com isso, posso contribuir para a mudança desta situação, o que passaria por pequenas e grandes atitudes: desde um melhor tratamento por parte do Governo, pela criação de espaços próprios para a terceira idade (lazer, atendimento médico, esportes, etc.) e, também, pelos pequenos gestos de cada um de nós no dia-a-dia. Finalizando. Eu, como diretor no CDL, apresentei um projeto e foi aprovado, criando o Dia dos Avós, no mês de julho. Há mais de 10 anos incentivando para respeitar o mais velho, foi repetido este gesto anualmente no Lions e na Maçonaria de que faço parte homenageando os velhos. (Chafic Elia Said)

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