Dias passados, arguto leitor comentou a respeito de manifestação de certa candidata a deputada federal por Bauru que homenageou, em expressiva missiva, as empregadas domésticas, não se esquecendo de mencionar especificamente aquelas que lhe rendem favores (ou serviços) em sua residência . Estas homenagens só ocorrem infelizmente em ano eleitoral. E têm o indisfarçável odor de demagogia. Durante longos anos estas moças e senhoras tomam conta de nossos lares e muitas vezes sequer recebem o que lhes é devido. Contam-se às centenas, para ser bastante cauteloso, aquelas que precisam recorrer à Justiça do Trabalho, para reivindicar os direitos que lhes pertencem . A homenagem a estas verdadeiras “gerentes do lar†deveria ser feita diuturnamente através do tratar com educação e respeito, do remunerar com a dignidade necessária, do reconhecer pelo seu importante trabalho à testa do lar. E não, como fez a candidata, obviamente com intenções exclusivamente eleitoreiras o que não recomenda sob qualquer hipótese, que em seu nome depositemos o sufrágio de nossa esperança. Infelizmente, porém, em ano eleitoral parece que vale tudo. Segundo Brisolla, um campeão de disputas, vale até pisar no pescoço da mãe. (Marco Antônio de Souza - OAB/SP 55.799)
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