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Moralização pública


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Quando o saudoso Mário Covas assumiu o primeiro mandato como governador do Estado, em 1995, São Paulo estava arrasado e em situação falimentar. Na época, ele sabia das dificuldades e foi em frente. Tomou medidas até impopulares mas necessárias, não deixando se levar pela postura demagógica. Covas enfrentou muita resistência e com coragem saneou as finanças do Estado e, ao mesmo tempo, realizou um governo como jamais se viu em São Paulo. Para ele, a política não podia estar desvinculada da ética.

Com as finanças públicas em ordem, o governo Covas iniciou seu segundo mandato em 1999, realizando o maior programa de investimentos da história de São Paulo, que, agora, está tendo sequência pelas mãos do governador Geraldo Alckmin com a mesma competência, firmeza e compromisso social. São R$ 6 bilhões de investimentos em mais de 3 mil obras espalhadas em todo o Estado, muitas delas na região de Bauru, como o Hospital Regional, que estava parado há quase 10 anos. Isso só foi possível graças ao ajuste fiscal e ao equilíbrio orçamentário praticados por Covas/Alckmin, pertencentes àquela categoria de pessoas que conseguem descobrir em sua passagem pelo governo qual é a missão e a transforma em tarefa cotidiana.

Sem o apego aos valores e às normas, a sociedade não poderá alcançar de nenhuma forma um comportamento plenamente humano. Isso implica uma formulação de desafios inéditos para a ética.

É indispensável que a sociedade situe novamente a ética como inspiração fundamental da atividade política. Essa decisão afetará o núcleo das organizações humanas e sua projeção futura.

Não haverá possibilidade de construir um projeto político de longo prazo que fortaleça a democracia e que convoque para uma tarefa comum os diversos segmentos da sociedade enquanto a política não for entendida como uma atividade nobre, na qual vale a pena o comprometimento como o de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos com princípios de natureza humanista e de respeito ao dinheiro público. Por isso São Paulo precisa continuar em boas mãos. O nosso Estado, a locomotiva do País, precisa continuar nos trilhos da honestidade e da credibilidade. Não podemos retroceder à epoca em que as contas públicas foram encontradas em situação calamitosa devido a políticos demagógicos que não tiveram respeito com o povo paulista. O tempo de ilusão, portanto, já acabou. Agora é a hora da verdade. (Pedro Tobias é deputado estadual pelo PSDB)

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