Essa palavra imunda (corno), usada pelo candidato à vice-Presidência da República, o Paulinho, é simplesmente lamentável e, forçosamente, nos lembra outras palavras tais como ralé, gentalha, que não costumamos usar para atacar ninguém, afinal de contas, é um candidato à vice-Presidência do Brasil. Essas atitudes são comparáveis aos chafurdos de lama que respingam nas rodas da carruagem, mas não atrapalha sua marcha.
Nada mais antipático do que a falta de riqueza na expressão, de estilo, de erudição e de sensibilidade, ou seja, são palavras que o vento facilmente leva. A nossa sociedade política não aceita mais um candidato que transmita grosseria, aspereza e indisciplina. O eleitor atual quer ouvir propostas sérias, demonstrações de capacidade, prática de construir, criações e idéias originais de pensamentos profundos, não velhos adjetivos cansados, ocultando mal nas frases triviais o vazio do pensamento.
O sr. Ciro Gomes tem descrito o Brasil como uma dessas obras feitas às pressas, erradas desde o início, que por mais que corrigimos nós nos convenceremos que melhor seria sua destruição para recomeçar sobre outras bases. Como não é possível destruir uma nação, temos que nos contentar em aprimorar o que pudermos. O rio não volta nunca à sua nascente, temos que seguir seu curso, ajustando ou desviando suas águas para melhor, o que o eleitor espera, um Brasil melhor para todos. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)