Tribuna do Leitor

"O desafio da reforma política"


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Dentre todas as reformas que o próximo presidente da República e o futuro Congresso Nacional terão que realizar, a saber, reforma política; tributária; previdenciária; judiciária; trabalhista; administrativa e também, a reforma agrária. Sem dúvida, a reforma “política” é a mais importante delas e mudanças na legislação partidária e eleitoral são imprescindíveis para consolidar o processo democrático e também, atenuar o cabal desinteresse e apatia do eleitor brasileiro para com a política em geral e alguns políticos em particular que maculam e denigram a imagem da classe política como um todo. E o mais grave é que o risco deste “desgaste” acentua progressivamente a desconfiança e a inconformação do cidadão comum às nossas instituições e poderes públicos, fatos estes que fragilizam e também, comprometem a tão propalada democracia brasileira. Enquanto não houver uma reforma política séria neste País que contemple entre outros, o voto distrital misto (nos moldes do que ocorre na Alemanha); uma limitação no número de partidos que impeça por exemplo que legendas fantasmas tenham assento no Congresso; fidelidade partidária; medidas estas, que tornariam o Congresso Nacional mais representativo na sociedade e menos “clientelista”. Aliás, no mundo todo o pluripartidarismo é prerrogativa do sistema de governo parlamentarista e não do presidencialismo que ocorre de forma “sui generis” no Brasil. Portanto, ao realizar-se a reforma política também reforma-se necessariamente a classe política e, por conseguinte, Executivo e Legislativo com mais coesão e responsabilidade social terão maior legitimidade e compromisso em aprovarem com critérios e prioridades às demais reformas.

No Brasil de hoje existe o real (a moeda); a realeza (os que têm a moeda); a realidade nua a crua (poucos têm a moeda); A realidade virtual (os que pensam ter a moeda); a irrealidade ou o surrealismo (os que vivem à margem da realidade, numa realidade própria e sem a moeda) e também, na realidade real o que “importa” mesmo é o “dólar”. É preciso que nossos futuros representantes públicos alterem este injusto quadro social e mudem esta triste “realidade”. Aproveito o assunto em questão para parabenizar a seriedade, a competência e a brilhante atuação do ínclito vereador José Clemente Rezende (PSB) que aliás, tem sido a maior revelação do Legislativo Municipal, ao trabalhar em prol da moralização e do zelo pela “causa pública”, fatos estes que honram seu mandato de legislador e também, lhe credenciam ser um representante de Bauru no Congresso Nacional e dar sua efetiva contribuição na tarefa de se aprovarem as reformas elencadas acima, bem como, defender e reivindicar os interesses de Bauru e região na Câmara Federal. (Aurélio da Silva Braga - RG. 12.912.493)

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