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Programa ajuda futuros aposentados

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

O Programa de Preparação para Aposentadoria também foi implantado na Prefeitura Municipal de Bauru onde existem 191 pessoas com mais de 60 anos, em vias de se aposentar. Os encontros com os dois primeiros grupos teve início há 15 dias, no Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

O levantamento dos casos foi iniciado em março pela aluna da Unesp Carolina Rodrigues Martins, estagiária na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho no departamento de recursos humanos da secretaria municipal da Administração, sob a coordenação das analistas de R.H. Neusa M. Valdo e Walquíria Colla de Abreu.

A equipe pretende enfocar a mudança de comportamento não só do funcionário, mas também da família. “Ninguém está preparado para romper o vínculo de trabalho de um dia para o outro”, afirma Carolina. “Ao mesmo tempo, as famílias estão acostumadas com uma pessoa que fica fora de casa oito horas podem levar um choque com ela o tempo todo em casa”, acrescenta Neusa.

Avaliar o significado desse trabalho e o descobrimento de novas potencialidades também faz parte do programa para os servidores, que poderão ser encaminhados para os diversos programas de geração de renda da Prefeitura.

“Vamos fazer com que a pessoa tenha subsídios para viver melhor e construir planos, através de diálogo, reflexões e ações.” anuncia Carolina.

O programa está aberto para todos os funcionários independente do cargo ou nível de escolaridade, a única diferença será feita na montagem das turmas, quando serão formados grupos o mais homogêneos possível para que os participantes não se inibam. Nesse sentido também, os encontros são realizados fora do ambiente de trabalho.

Reações

A expectativa de participações foi superada logo no primeiro dia de inscrições, conta a futura psicóloga. Em menos de duas horas foram sete participações confirmadas e uma procura incessante por informações. Carolina revela que os homens eram mais temerosos, mas as mulheres acreditavam que o programa iria pôr fim à angústia da aposentadoria. â€œÉ um momento muito delicado, em que a pessoa se questiona o que vai ser de sua vida”, explica. “Muitos até questionam se a participação é obrigatória e quando apresentamos ser um convite, ficam mais à vontade.”

A analista Neusa aponta que mesmo com os servidores se aposentando com o valor integral de seus vencimentos, a preocupação por encerrar uma jornada é grande.

Entretanto, fazem questão de apresentar que o programa não tem caráter de auto-ajuda, mas reflete uma preocupação efetiva com o funcionário e uma valorização da pessoa que dedicou anos de sua vida ao trabalho em determinada empresa ou instituição.

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