Torna-se cada vez mais sólida a opção de investir no mercado imobiliário para quem quer sair das aplicações financeiras e fugir das alterações que elas ainda possam vir a sofrer em função do atual quadro de crise e insegurança econômica e política. Conforme matéria divulgada pelo Jornal da Cidade no último dia 24, há cerca de 40 dias - para alguns empresários esse tempo é ainda maior - o volume de vendas de imóveis vem aumentando vertiginosamente. Considerado porto seguro por não ser tão exposto a oscilações como as atuais, o mercado imobiliário está sendo o grande alvo de investidores preocupados em proteger seu capital. Além de tudo isso, investir em imóvel significa adquirir patrimônio.
O empresário Ércio Luiz Domingues dos Santos, proprietário de imobiliária em Bauru, diz que desde abril a procura por imóveis disponíveis para venda começou a aumentar. A partir do final de maio, esse crescimento passou a se elevar com mais rapidez, resultando na concretização de um número ainda maior de negócios.
“Estamos numa curva totalmente ascendente. Eu não gosto de falar em percentuais, mas posso afirmar que o aumento nas vendas de imóveis tem sido muito significativo. Em muitos casos, tratam-se de investidores que haviam migrado temporariamente para o mercado financeiro e que agora, com toda essa insegurança e as perdas de rendimento nos fundos de renda fixa, voltaram a enxergar os imóveis como a aplicação mais segura do momentoâ€, observa Santos.
Ele conta que muitas pessoas que estavam guardando dinheiro para comprar casa própria decidiram fechar negócio antes do previsto, para aproveitar a melhor fase do mercado para adquirir imóveis. “O momento certo de fazer negócios é agora, antes que os preços dos bens imóveis comecem a sofrer alteraçõesâ€, afirma o empresário.
Comercial
Se o investidor estiver disposto a aplicar acima de R$ 100 mil e quiser começar a ter retorno imediato do seu investimento, Santos diz que a melhor opção é comprar um imóvel comercial que já esteja alugado. O rendimento mensal está girando em torno de 0,7%. Em alguns casos, dependendo da localização e das condições físicas do imóvel, esse rendimento pode chegar a 1% ao mês - mais que a Caderneta de Poupança -, segundo Santos.
“Tudo depende do perfil do investidor. Eu tenho vários clientes que querem comprar terrenos em áreas privilegiadas da cidade para construir unidades comerciais, como escritórios e clínicas, por exemploâ€, relata o empresário.
De acordo com ele, para quem preferir comprar imóveis residenciais o ideal, neste momento, é investir naqueles que podem ser colocados para alugar na faixa de R$ 400,00 a R$ 1 mil por mês - respectivamente, na faixa de R$ 50 mil e R$ 125 mil o valor do bem. “O mercado está precisando de imóveis cuja locação gire dentro dessa faixa, porque aqueles cujo aluguel varia de R$ 150,00 a R$ 400,00 são a maior parte. Então, investir na faixa de valor que está deficitária no mercado fará com que o proprietário consiga alugar o imóvel mais rápidoâ€, orienta Santos.
“Estávelâ€
Eduardo Cury, também proprietário de imobiliária, não concorda com as avaliações de que o mercado estaria extremamente aquecido. Ele diz que é normal haver oscilações em diferentes meses do ano e que julho seria um período considerado de bons negócios para o setor.
“Tem muita gente dizendo que antes disso tudo começar o mercado estava muito fraco. Eu não concordo. Acho que está estável e registrando um aquecimento que já era esperado para esse período, em torno de 15% a 30%, que já é muito bom. Realmente, as pessoas estão comprando mais agora, mas esse aquecimento sempre ocorre em época de eleições e quando há qualquer mudança no cenário econômico, porque investir em imóveis é o negócio mais seguro do mundoâ€, analisa Cury.