Economia & Negócios

Vendas aumentam e superam previsões

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

O empresário Roberto Lima desenha um cenário altamente positivo. Segundo ele, o volume de vendas realizadas em sua imobiliária nos últimos 40 dias é cerca de 80% maior que no mesmo período do ano passado, superando todas as previsões que poderiam ser feitas. A mesma avaliação seria válida na comparação com os demais meses deste ano. A procura (sem negócios concretizados) teria aumentado em torno de 200%.

“O momento está realmente muito bom para o mercado. As perdas registradas nos fundos de investimento e a insegurança envolvendo a transição do Governo Federal, têm feito com que os investidores voltem a apostar com mais força no mercado imobiliário, que é altamente seguro. Os imóveis comerciais têm sido mais procurados porque registram rendimento mensal um pouco maior que o dos residenciais - na faixa de 0,7%”, afirma Lima.

O aumento dos negócios fechados por sua empresa foi tanto que o empresário precisou contratar mais três corretores para dar conta da demanda, segundo conta.

Para quem tem entre R$ 35 mil a R$ 45 mil para investir, Lima indica kitinetes e apartamentos de um dormitório, que são sempre muito procurados para locação. Acima de R$ 45 mil e até R$ 100 mil, o ideal para o investidor seriam as casas, para não precisar arcar com o pagamento do condomínio no caso do imóvel demorar para ser alugado.

“Apartamentos de dois ou três dormitórios, que giram na faixa a partir de R$ 80 mil, geralmente têm valor de condomínio muito alto. Por isso, as casas são melhores em termos de retorno financeiro. Acima de R$ 100 mil, fica a critério do investidor, dependendo do perfil dele e das suas intenções em relação ao investimento. Pode ser no segmento comercial - que também pode ser escolhido entre valores menores - ou residencial”, orienta Lima.

Segurança

Giasone Albuquerque Cândia, proprietário de imobiliária e presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), também comemora o aquecimento do mercado, mais especificamente nos últimos 30 dias.

“O aquecimento no mercado é realmente visível, mas eu prefiro não falar em números. O mercado de imóveis é muito seguro. Por isso, mesmo dando retorno a médio e longo prazos, é o investimento preferido de um grande número de pessoas”, observa.

O bancário Tiago, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado, é um dos investidores que migrou do mercado financeiro para apostar na segurança dos imóveis. No início desse mês, ele adquiriu duas salas comerciais, sendo que uma já está alugada.

“Eu tinha aplicações em fundos DI (Depósito Interfinanceiro). Depois das perdas nos rendimentos, decidi dividir o capital em Caderneta de Poupança, CDB e o restante no mercado imobiliário. Quando os fundos registraram as perdas, a CPMF ainda não havia sido aprovada. Eu acho que o presidente (da República), com medo de que não fosse aprovada, fez aquilo para que as pessoas precisassem mexer nas aplicações para o governo poder arrecadar. Esse não é um governo sério e, por isso, decidi deixar apenas uma pequena parte do meu dinheiro no mercado financeiro e comprar imóveis com o restante, porque é sempre um negócio seguro”, relata o investidor.

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