Saúde

Da infância de antigamente


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O principal passatempo das crianças de antigamente, quando não havia televisão, nem computador, era reunir um grupo de amigos e irmãos e correr às ruas para brincar. Ali, a diversão estendia-se por horas e horas e horas. E era a imaginação que ditava as regras do jogo.

Pique

Esta brincadeira deve ser realizada em clubes, parques, bosques, jardins ou outros locais amplos onde se possa correr sem perigo de acidentes. Quanto mais crianças brincando, mais divertido fica.

As crianças devem escolher um lugar para ser o “pique”, o ponto de encontro. Pode ser uma árvore, um banco, uma porta, um poste. Todos devem memorizar bem o lugar escolhido.

A turma escolhe um dos integrantes para ser o “pegador”. Ele vai até o “pique”, tapa os olhos e conta até 30, em voz alta, bem devagar, enquanto os outros se escondem. Quando chegar ao 30, ele grita “Lá vou eu” e começa a procurar os colegas.

Assim que ele vê alguém, ele grita “Vi fulano” e os dois correm em direção ao “pique”. Se a criança que se escondeu chegar primeiro, ela deve gritar “Pique” e estará salva. Se o pegador chegar primeiro, o que se escondeu será o próximo pegador.

Mas a brincadeira continua e o pegador continua procurando. Qualquer criança, exceto as que já foram encontradas, pode aproveitar-se da distração do pegador e correr em direção ao “pique”, libertando todos os companheiros que foram apanhados. Para isso, ele deve gritar “Libertei Fulano”, nominando cada um deles.

Se aquele que estava escondido conseguir libertar todos, o pegador continua sendo o mesmo. Se o pegador encontrar todos, o primeiro que foi encontrado e não conseguiu se salvar (chegar ao “pique” primeiro) será o próximo pegador.

Existem diversas variantes para a brincadeira do “pique”. Por exemplo, os jogadores podem combinar que estarão salvos sempre que estiverem agachados. Então, o pegador só poderá “vê-los” quando estiverem correndo. Outra regra diz que não pode ser pego aquele que estiver segurando o nariz com uma das mãos e o pé com a outra.

Em outro jogo, que só pode ser feito em dias de sol, os jogadores correrão perigo sempre que pisarem numa sombra feita por árvores, prédios, muros ou colegas. Em outra variante, os jogadores podem escolher vários lugares onde estão a salvo, como bancos, por exemplo. Então, o pegador não pode dizer que o viu quando o colega estiver nestes lugares.

Essas e outras regras devem ser discutidas por todo o grupo antes da brincadeira começar e não vale mudar as regras no meio do jogo.

Gato e rato

Esta brincadeira é indicada para grupos com pelo menos seis crianças, mas quanto mais participantes, melhor. Dois jogadores são escolhidos gato e rato. Os demais fazem uma roda, ficando de mãos dadas.

O “rato” deve ficar dentro da roda e o “gato” fora, tentando pegá-lo. Ambos podem correr para dentro e para fora da roda sempre que quiserem, mas as crianças que formam a roda devem proteger o “rato”.

Então, elas levantam os braços prontamente para o “rato” passar, mas bloqueiam a passagem do “gato” fechando a roda com as mãos dadas. Quando o “gato” apanhar o “rato”, ele passa a ser “rato”. O que foi pego entra para a roda e um novo “gato é escolhido.

Fonte: Enciclopédia O Mundo da Criança, Editora Delta, 1949

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