O Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo protocolou uma representação no Ministério Público solicitando a apuração de denúncias contra a diretora da unidade da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Bauru, Edinéa Sita Cucci.
Na representação, Antônio Gilberto da Silva, presidente do sindicato, afirma que a entidade recebeu denúncias, via telefone, de funcionários da unidade de Bauru que relataram supostos abusos e arbitrariedades por parte da diretora. O promotor da Cidadania, Fernando Masseli Helene, acolheu a representação e solicitou procedimentos preparatórios para instauração de processo investigatório.
O sindicato fez três denúncias. A primeira é que um a diretora da Febem teria obrigado um grupo de funcionários da unidade a realizar serviços de jardinagem e de servente de pedreiro em sua residência, em horário de trabalho, entre o final de fevereiro e início de março. Na época, os funcionários estavam em treinamento e não havia internos na unidade.
A assessoria de comunicação da Febem informa que o órgão soube da denúncia e que enviou um representante da comissão processante permanente para investigá-la. “Ficou constatado que alguns funcionários prestaram serviços a ela (Edinéa), mas fora do horário de expediente da Febem e que todos receberam por isso. Há recibos que confirmam issoâ€, diz a nota da assessoria.
A segunda denúncia é de que funcionários da Febem teriam sido obrigados a participar de uma reunião com Caio Coube, sob pena de sansões pela diretoria. A assessoria de comunicação da Febem responde que de fato houve a reunião entre os funcionários de Bauru e Caio Coube no dia 8 de fevereiro, antes dele ser candidato a deputado federal.
“O encontro, que aconteceu fora do horário de expediente (às 18h), serviu para apresentar a proposta que a Febem iria implementar no município e pedir parcerias já que Coube é empresário. Os funcionários declararam, por escrito, que foram ao local por iniciativa própria e que, em nenhum momento, foram coagidos pela direçãoâ€, diz a nota da assessoria.
A terceira denúncia é de que Edinéa estaria perseguindo duas funcionárias da unidade de Bauru. A assessoria da Febem esclarece que não há, até o momento, qualquer informação que desabone o trabalho da diretora. E completa. “Ela, inclusive, conseguiu estabelecer uma ótima relação com o poder Judiciário local, com empresários e sociedade civil organizada.â€