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Vidágua diz que área devastada surpreende

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A extensão da área desmatada na região de Bauru nos últimos cinco anos surpreendeu os membros do Instituto Ambiental Vidágua. “Não imaginávamos que seria tudo isso porque os órgãos de fiscalização ambiental de Bauru são rígidos”, afirma Rodrigo Agostinho.

A estimativa do Vidágua é que restam apenas 5% de vegetação nativa, formada por cerrado e mata atlântica, no município de Bauru. “São só 5% de vegetação nativa e que estão sofrendo abalos grandes nos últimos anos, que não deveriam estar ocorrendo”, ressalta.

Para ele, as imagens de satélite devem ser usadas para evitar a devastação de novas áreas. “O município deveria planejar o crescimento da cidade com base nesses mapas, como autorizar novos loteamentos em áreas já desmatadas e não em regiões com vegetação”, afirma.

Rodrigo frisa que o mapa mostra a situação do solo onde estão rios importantes para o abastecimento de água para a cidade. “Quais dessas áreas de vetegação são importantes para conservação da água para a cidade no futuro; o que Bauru fará com essas áreas que hoje são de mata e quais delas devem ser transformadas em parque?”, são questionamentos que Rodrigo recomenda serem feitos.

Luiz Pires, secretário municipal do Meio Ambiente (Semma), concorda que o mapa elaborado pelo Vidágua com base em imagens de satélite ajudará no planejamento do município. “Servirá para que os órgãos ambientais verifiquem se o desmatamento foi autorizado ou não. Com base nessas fotos teremos como autuar desmatamentos feitos anteriormente”, afirma.

Para o titular da Semma, as imagens tiradas por satélite são o meio de fiscalização mais eficiente e preciso possível. “Você compara as imagens e, se houve desmatamento, pede a autorização ao proprietário do imóvel. Se ele não tiver a autorização, não terá como negar a ilegalidade”, explica.

Ele lembra que o mapa também é importante para a preservação das áreas de vegetação em futuros loteamentos. Bauru, frisa Pires, tem três áreas de proteção ambiental (Apas) - a da bacia do rio Batalha, a do Jardim Botânico e a do córrego Água do Sobrado - locais onde são proibidos desmatamentos, mas nas demais é preciso fiscalização.

A proposta do Vidágua é ampliar o monitoramento do desmatamento. O mapa mostra o município de Bauru até Jaú. Ao norte, até Avaí e Reginólis; ao sul, até Macatuba, Lençóis Paulista e Agudos, e a oeste até Duartina.

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