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À bela aniversariante


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Bom dia, Bauru, menina-moça! As últimas folhinhas de 1896 já te encontraram experimentando desenvolvimento auspicioso, pois começavas a deixar transparecer, desde logo, a energia e a coragem que haveriam de, a prazo relativamente curto, te transformar no centro estuante de vitalidade com que hoje te apresentas a tudo e a todos. Mais um pequenino avanço que désses e nada mais te faria deter na vigorosa caminhada a que estavas predestinada. Por isso, quando a nova conquista aconteceu - tua elevação à categoria de sede do então município de Espírito Santo de Fortaleza - acionaste mais e mais tuas potencialidades e aceleraste teus passos à procura dos amplos horizontes com que ardorosamente sonhavas. E, então, com a simpática e inspirada denominação de Bauru (cesto de frutas), aqui estás hoje, diante dos olhos admirados de teus filhos e dos que tuas queridas amigas te têm enviado, ostentando uma paisagem urbanística ampla, que tanto orgulha e envaidece não só tuas autoridades constituídas, como à tua dinâmica, carinhosa e trabalhadora população, que te ama como a apaixonante menina-moça em que te tornaste. Nada mais de falta para tua sobrevivência, com as três órbitas dos poderes constituídos eficientemente organizadas e um comércio, indústria e serviços modernos e pujantes, que se completam com uma fisionomia citadina “linda de viver”, representada por um conglomerado de arranha-céus, edifícios e prédios, profissionais e residenciais, de arquitetura tão sofisticada como as que mais se admirem nas melhores cidades do mundo, a tudo se acrescentando avenidas, praças e ruas orgulhosamente modernas, e, para que até a natureza se faça presente, um céu rotineiramente formado por nuvens azuis como as que tua gente deseja para encantar-se na maioria de tuas manhãs.

Hoje, 106 primaveras enfeitam ainda mais tua paisagem, pondo em cada uma de tuas árvores milhares de flores e pássaros, símbolos das homenagens que Deus te deve por tua participação ativa na elevação de teu povo e no progresso do País. Vais te apresentar neste dia sorrindo para tua população e ela te retribuirá batendo palmas pelos traços de alegria que encontrará em teu rosto. E o nosso JC faz coro com o desenvolvimento de tuas formas, convencido de que as esperanças com as quais nasceste nunca sofrerão solução de continuidade, como aspiravam teus ardorosos fundadores, à cuja memória reverenciamos. És uma terra gloriosa, de fontes de água viva, e, então, recitemos como o poeta: “Como é bom viver sem mancha/ como esta cidade dos montes/ que o beijo do sol desmancha/ pra alimentar suas fontes”. Parabéns querida amiga! (O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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