Política

Suplicy cobra posição de secretário americano sobre envio de recursos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O senador Eduardo Suplicy (PT/SP) enviou carta ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Paul O’Neill, cobrando esclarecimentos sobre recente declaração do norte-americano envolvendo o Brasil.

O’Neill provocou incidente diplomático com o País ao afirmar em entrevista concedida a uma emissora de TV dos Estados Unidos que espera que o empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai fazer ao Brasil não seja desviado para bancos suíços.

“Pela segunda vez o secretário faz referências sobre práticas incorretas de brasileiros. Na primeira, O’Neill disse que as taxas de juros eram altas no Brasil por causa da corrupção. Escrevi a ele e perguntei se poderia informar quais os casos que conhecia. Ele me respondeu, em abril passado, preferindo não citar nenhum caso”, conta o senador.

O petista diz que nessa última carta cobra do secretário posicionamento mais claro sobre o desvio de dinheiro brasileiro para bancos suíços.

“Quero saber em que medida ele sabe de qualquer precedente que tenha o feito afirmar do receio de transferir recursos do FMI para o Brasil porque poderiam parar em contas suíças”, explica.

Suplicy diz que enquanto senador se sente no dever de questionar o secretário norte-americano sobre o assunto. “Se ele sabe, deve nos informar porque isso é muito importante para nós.”

Para o petista, ainda é cedo para identificar quais foram as reais intenções de O’Neill ao fazer tal declaração. “De um lado o porta-voz da Casa Branca diz que apóia o Brasil e que os Estados Unidos querem nos ajudar. Daí vem o secretário do Tesouro que faz uma declaração que pela segunda vez levou os mercados à instabilidade.”

O parlamentar avalia que o governo norte-americano não está com o moral “tão forte” para querer dar lições ao Brasil e a outros países latino-americanos.

“Até porque grande parte da instabilidade ocorrida nesses últimos meses está ligada a práticas incorretas e de má-fé dos executivos das grandes empresas multinacionais que foram a concordata e falência.”

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