Tribuna do Leitor

Natureza em tom maior... As quatro estações...


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... Estamos no outono, a estação em que as árvores se despedem de suas folhas, que se espalham pelo chão. Embora seco, o ar já não está tão quente e o vento sopra mais forte, levantando a poeira das estradas; o inverno se avizinha, trazendo nuvens cinzentas que cobrem o céu, antes tão azul; em breve a chuva começa a cair, deixando a atmosfera mais fria.O tempo passa e surge a primavera... a estação predominante do “astro-rei, que saúda com ardor a Mãe Natureza, num colorido “sui-generis” ao denominado Organismo Terra e num entremeado de nuvens turvas, trovões, relâmpagos e estrondos, num só clarão, precedidos de pinceladas do “arco-íris”, ela se expande em melodia colorida, tal qual a aquarela do Brasil.

As árvores se agigantam nas florestas, mas através das frestas, os raios do “rei” penetram, iluminando as clareiras. Em verdadeira sinfonia, lá estão os guaxos, sabiás, canários e bem-te-vis, num só gorgear, no trampolim frenético dos galhos! Na carícia abstrata do vento sobre a Terra, ouvindo o murmurar das ramagens no espaço-tempo, “eles” constroem seus lares. E aqui e acolá, em sua faina diária, realizam seu trabalho, num incessante vai-vem, à cata de gravetos, não se abatendo e quando, já no poente, o “astro-rei” se despede, eles adormecem e ao surgir da “aurora” dão seqüência à sua labuta. Mornamente os dias vão se passando... passando e no “alto”, eis que surge imponente, o ninho a balançar! Felizes, os pássaros se põem a cantar, saudando a cada espécie o se “Altar” - acompanhado do concerto matinal das verdes folhas ternamente a tremular!

Como “eles” eu faço o meu ninho também - até que um dia, pronto, hei de vê-lo a acenar no balanço de um galho forte à sombra do arvoredo, que transpira carícias do vento, a cirandar nos ninhos e nas curvas das estradas empoeiradas, elevando a folhagem do espaço em rodamoinhos. Há uma vertente a conduzir as folhas soltas ao vento, espalhadas pelo chão e a aragem que soluça entre ramas envergadas, parece pedir preces ao arvoredo que chora de júbilo pelo construído “Altar” - prodígio da Natureza, diante da qual também oramos pela incomensurável obra-prima do Grande Arquiteto do Universo, o Criador, nosso Mestre e Senhor! A Primavera sorri no encanto da Natureza e os pássaros festejam maravilhados o seu esplendor! E chega o verão, com flores em profusão espargindo perfume e cobrindo os campos; a visão das cachoeiras, límpidas convida a longos passeios; montanhas e matas verdejantes formam uma bela paisagem. Os dias ensolarados iluminam a Terra; a chuva cai com frequência, diminuindo o forte calor. Os pássaros continuam sua revoada constante e no chilrear do fim da tardem repousam em seus ninhos ou nos galhos das grandes árvores.

Cumpre-se o ciclo perfeito do esplendor da Natureza, que se manifesta de forma fantástica, com incontrolável força, quando das grandes nevascas e tempestades ou cheias abundantes de rios caudalosos, via de regra provocadas pela ausência da conscientização do “bicho-homem”. Devemos respeitá-la e preservá-la, porquanto é a essência mantenedora do existencial de todos os seres viventes da Terra! (Arthur Monteiro de Carvalho Netto - Jornalista)

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