Pesca & Lazer

História de Pescador - O triste fim do amigo Oscar


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“Nos finais de semana, eu e meus amigos pescadores nos reuníamos no pesqueiro MB, às margens do rio Mogi Guaçu, para pescar e jogar conversa fora.

O local sempre foi palco das mais curiosas aventuras, tendo como personagens dourados, tatus, sucuris e até onças. Numa dessas viagens, conhecemos o Oscar. Ele apareceu como quem quer fazer amizade e foi ficando. Os parceiros de pesca deram muita atenção ao bichinho, um lindo sapo que instalou-se “de mala e cuia”, no pesqueiro.

O fim de semana de pescaria ganhou um companheiro importante, o sapo Oscar. Esse bichinho ficou tão amigo dos pescadores que até atendia ao chamado dos amigos. Era só falar “vem comer, Oscar”, e ele lá estava, pronto para receber um pedacinho de isca, ou mesmo alguma mosca que os pescadores faziam questão de capturar para o sapinho.

E ele foi crescendo e o tempo passando. Já fazia quase quatro anos que Oscar freqüentava aquela roda de amigos e vivia em um vaso grande, ao lado da porta principal. Era impossível ir ao rancho sem encontrá-lo por lá.

Uma dessas sextas-feiras, o grupo chegou e foi surpreendido com uma triste notícia: Oscar estava morto. “Mas como?”, questionaram.

O fato, triste, porém verídico, ocorreu assim: na semana anterior, o pesqueiro foi emprestado a um casal de amigos. A esposa, sem conhecer a história desse bravo amigo Oscar, assustou-se ao se deparar com um sapo gigante adormecido no vaso e gritou pelo marido. Este preparava água quente para o café, ao ser solicitado, quis mostrar coragem à mulher e, impiedosamente, derramou toda a água fervendo sobre o Oscar, que morreu na hora.

Os amigos pescadores só puderam lamentar a perda de Oscar, um sapo companheiro e inteligente.”

Moacir Bregagnollo, 80 anos, é pescador do rio Mogi Guaçu e contador de histórias

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