Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Investimentos

Em tempo de retração diante das crises econômica e política que pairam sobre o País, a rede Ponto Frio supera as dificuldades e cresce com base em uma palavra de ordem: investir. Isso inclui manter investimentos em publicidade, investir na ampliação da rede de lojas, em infra-estrutura física e tecnológica e em novos produtos. Enfim, investir para reforçar a posição em São Paulo e no Sul e, sobretudo, para avançar no futuro.

• Preparação

A receita é seguida pela Globex Utilidades, dona das lojas Ponto Frio, para consolidar sua posição no competitivo comércio varejista de produtos eletrodomésticos. Dessa forma, a empresa estaria se preparando para atender o aumento da demanda quando a economia voltar a crescer a taxas significativas. A Globex está envolvida, nos últimos meses, num discreto processo de remodelagem interna e de crescimento externo, após uma etapa de um ano, durante a qual o controle acionário esteve à venda e o grupo ficou dependente de uma decisão final.

• Decisão

Em meados do ano 2000, os principais acionistas encomendaram ao banco norte-americano de investimentos Goldman, Sachs uma avaliação, que poderia levar à venda do controle. Mas em julho de 2001, quando expirou o mandato, os acionistas preferiram não vender e decidiram não colocar novamente as ações no mercado. A composição do controle acionário permanece a mesma.

• Liminar

De outro lado, a também varejista Arapuã passa por tempos difíceis. Ontem, o desembargador Silvio Marques, do Tribunal de Justiça de São Paulo, aceitou pedido de liminar contra a falência da Arapuã, decidida anteontem pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 6.ª Vara Cível de São Paulo. O pedido de liminar havia sido encaminhado ontem mesmo pelos advogados da empresa. Com a suspensão da falência, as 109 lojas da rede podem voltar a abrir hoje - desse número já estão excluídas 40 unidades que já foram fechadas, como a de Bauru. Marques, em seu despacho, afirmou que levou em conta na decisão o prospecto social e a posição da maioria dos credores com relação à questão.

• Boas vendas

Assim como em Bauru (conforme matéria publicada na edição de ontem do JC), as liqüidações de inverno também estão contribuindo para melhorar os resultados do comércio na cidade de São Paulo. A partir da segunda quinzena do mês passado, diversas lojas deram início às promoções de época para reduzir estoques, sobretudo nos setores de confecções e calçados.

• Crescimento

Contando com a ajuda das baixas temperaturas, as vendas tiveram crescimento médio de 13% no fechamento do mês na comparação com julho do ano passado, de acordo com dados dos serviços de consulta de cheques e crédito da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A entidade alerta que a base de comparação é fraca, já que 2001 foi um ano de retração da atividade econômica, e que houve um dia útil a mais em julho deste ano. Porém, reconhece que as promoções e o frio melhoraram o faturamento do varejo, pelo menos nesses segmentos.

• Alta

A venda de cotas de consórcios imobiliários acumulou alta de 30% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2001. Conforme dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), foram comercializadas 29,9 mil cotas nos cinco primeiros meses do ano, frente às 23 mil do período de referência. A Abac divulga os resultados com dois meses de defasagem, devido à necessidade de coletá-los no Banco Central.

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