Tribuna do Leitor

Revisor, uma profissão espinhosa


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Quando pegamos um jornal ou uma revista para ler, escolhemos primeiro os assuntos de que gostamos mais. E, se começamos a ler um artigo ou notícia que não nos interessa, nada nos impede de pular um trecho ou até mesmo virar a página...

Isto é uma coisa que um revisor nunca pode dar-se ao luxo de fazer. Ele tem de ler todos os textos antes que sejam definitivamente impressos e, seja qual for o assunto, prestar a máxima atenção, para não deixar escapar erros.

É que, às vezes, uma palavra fora do lugar ou a falta de uma simples vírgula pode mudar todo o sentido de uma frase e até criar graves mal-entendidos. Para evitar isso, a oficina encarrega-se de tirar algumas provas tipográficas que o revisor compara com o original e rabisca à vontade, apontando os erros (ou gatos) para serem corrigidos.

Para indicar os erros de uma prova de texto, o revisor usa um código de sinais, conhecidos em todas as redações e oficinas de jornais e revistas (embora possa haver pequenas variações de critério entre revisores ou empresas). Veja que parece complicado, mas não para quem lida diariamente com o assunto.

A função do revisor é ingrata e espinhosa. Ninguém toma conhecimento dos muitos erros que ele corrige; em compensação, qualquer errinho que ele deixar passar chamará a atenção de todos os leitores.

Em tempo: eu tenho experiência porque trabalhei como tipógrafo ou formista e revisor na Gráfica Invicto 70, no Bom Retiro em S. Paulo, na Gráfica Centenário em Avaré, e na Olitra, em Bauru. (Leonildo Padovini)

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