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Exposição de carros antigos atrai bauruenses no feriado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O estacionamento do Wal-Mart tornou-se um pátio de exposições no dia do aniversário da cidade. Aficionados por carros antigos foram ver de perto a Romizeta e a jardineira 29. O Sinca Chambord e o Dodge Impala.

A exposição de carros antigos é uma atração já conhecida dos bauruenses. Ela se repete anualmente e atrai curiosos e aficionados por antigüidades. Organizada pelo Clube de Carros Antigos do Centro Oeste Paulista, a exposição é antes de tudo, um pouco de história, ressalta o presidente do clube, José Carlos Tosi.

Na opinião dele, o carro antigo faz parte da história e tem que ser preservado. “Os jovens precisam aprender que carro antigo não é carro velho. Cada um deles guarda um pouco da história que deve ser divulgada.”

Dentre os automóveis expostos, a Romizeta, uma mistura de carro com lambreta, foi o que atraiu um público maior. O veículo, totalmente restaurado, pode ter sido do Rei Pelé, no ano de 58.

Tosi lembrou que o Ford 29 gasta um litro de gasolina para cada 6,5 quilômetros rodados, enquanto um carro mil atual, consegue fazer até 12 quilômetros com um litro de combustível, na cidade.

Em compensação, na opinião dele, os carros antigos podem ser consertados pelo próprio dono. “O câmbio da Romizeta saiu na mão do condutor. Ele parou o carro, rosqueou o câmbio e saiu. Hoje, quando um carro quebra tem que chamar o guincho porque só os mecânicos especializados conseguem consertar.”

Em 29, segundo ele, só os barões do café possuíam um automóvel. “Naquele tempo, só os ricos possuiam automóveis. O carro barateou muito e hoje as pessoas têm acesso a esse bem móvel.”

Pitada de história

Tosi aproveitou a oportunidade para lembrar da história de um médico bauruense, que ele não quis revelar o nome, que há muitos anos teve um carro com hélice de avião. “Quando as ruas não tinham asfalto, ele tinha um carro movido a hélice de avião. Ele andava na cidade e por onde passava levantava o poeirão.”

Um dia, o médico resolveu vender o automóvel. “Ele achou que era um contra-senso. Sendo médico, poluir a cidade. Ele vendeu o automóvel por este motivo.”

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