Política

Maluf quer adotar 'tolerância zero'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Com foco de campanha amplamente voltado à demanda por segurança pública, o candidato a governador Paulo Maluf (PPB) tem como uma de suas propostas de governo a implantação do programa “Tolerância Zero”, criado com sucesso pelo Departamento de Polícia de Nova York, durante a gestão do ex-prefeito Rudolf Giuliani.

Ontem, Maluf cumpriu agenda de campanha em Bauru ao lado do deputado federal Cunha Bueno (PPB), que disputa vaga no Senado, do deputado estadual Carlos Braga (PTB), e do presidente da executiva municipal do PPB, vereador Paulo Madureira, além do prefeito de Agudos, José Carlos Octaviani (PMDB), vereadores e lideranças da região.

Ele desembarcou na cidade por volta das 11h, visitou veículos de comunicação, almoçou na quadra do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cartola, inaugurou o comitê do candidato a deputado federal Natan Chaves (PL) e encerrou a agenda no Hospital de Recuperação de Anomalias Crâniofaciais (Centrinho da USP).

A defesa do pepebista ao programa “Tolerância Zero” é resgatada de outros embates eleitorais. Em eleições passadas Maluf fez palestras sobre o assunto e até trouxe oficiais da Polícia de Nova York para contarem o sucesso do programa, o que será repetido na próxima semana, em São Paulo.

O “Tolerância Zero” de Nova York começou com um processo de depuração na polícia, na qual comissários e oficiais corruptos foram expulsos da corporação.

O programa prevê reajuste na remuneração salarial dos policiais e investimentos na contratação de pessoal. O principal objetivo é atacar infrações de pequeno porte com punição rigorosa, como pichações, assaltos comandados por trombadinhas e encaminhamentos de mendigos.

“Por que não?”

“A gente não tem o que inventar. Se deu certo em Nova York, há que se perguntar o seguinte: Por que não pode dar certo em São Paulo?”, questiona Maluf. Para o pepebista, não basta o governo do Estado investir pesado na compra de viaturas, visando dar mais segurança à sociedade.

“Se investimento desse segurança, eu compraria amanhã 100 mil carros e faria a felicidade da General Motors e da Ford. Mas segurança não teríamos”, opina.

O candidato acha que para se ter segurança é preciso ter vontade política. “Precisa se ter um governador com coragem e dizer: ‘Eu vou botar a Rota na rua’. O bandido tem que saber que se implantar a polícia ele irá levar desvantagem”, defende.

Pedágios

Outra proposta do pepebista para um eventual governo é a liberação de todas as praças de pedágios implantadas nas rodovias paulistas, das 23h às 6h. “Eu acho que esses contratos entre o governo e as concessionárias devem ser mais humanos. A legislação é muita clara: todo contrato que fere o Código de Defesa do Consumidor é nulo de pleno direito”, explica.

Para Maluf, os contratos são abusivos porque os valores cobrados são irreais. “Os valores são muito acima dos pedágios europeus e norte-americanos. Vou abrir as praças de pedágios da 23h às 6h. Vou fazer e ninguém vai me impedir.”

Para o candidato, o período noturno é até melhor para se viajar. “Gasta-se menos pneu e combustível. É mais fresco.” Ele prevê que as concessionárias vão acionar o Estado. “Ótimo. É o que eu quero porque aí vou mandar o Ministério Público investigar essa maracutaia de contratos.”

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