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Novos laudos do chumbo já são analisados pela DIR-10

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Direção Regional de Saúde (DIR-10) recebeu ontem os resultados das análises de amostras de terra superficial coletadas nas proximidades do setor metalúrgico da Ajax, suspeita de contaminar o meio ambiente com chumbo. Porém, a DIR não divulgará os resultados antes dos laudos serem analisados pelos técnicos das vigilâncias sanitária e epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde.

Affonso Viviani Júnior, diretor técnico da DIR-10, explica que após a análise dos novos laudos o órgão vai manifestar-se sobre se será ou não preciso adotar medidas de intervenção ou outra ação no local. A previsão é que a DIR-10 divulgue seu parecer final do caso na próxima semana.

“A Secretaria Estadual de Saúde, ao longo dos últimos meses, vem desenvolvendo inquérito epidemiológico na região da Ajax, o que envolve vários eventos e a análise do solo é um deles. Agora, com os laudos das amostras de terra superficial, vamos concluir o estudo e definir quais ações são recomendáveis daqui em diante”, diz Viviani.

A terra superficial foi analisada pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). As amostras de terra coletadas a 20 centímetros da superfície, também analisadas pela Cetesb, mostraram que há chumbo no solo, mas não em concentrações que, segundo os critérios do órgão ambiental, exijam a remoção dos moradores de suas casas.

Os resultados das 31 amostras foram bem inferiores a 350 microgramas de chumbo por quilo de terra. De acordo com a Cetesb, índices superiores a esse são preocupantes e exigem intervenção.

Porém, foram verificados dois pontos (um de 200 microgramas de chumbo por quilo de terra e outro de 169 microgramas do metal por quilo de terra) que, pela concentração, merecem alerta. Para a Cetesb, a presença de 100 a 300 microgramas do metal por quilo de terra significa alteração no solo e é um sinal de alerta.

Os demais resultados oscilam até 100 microgramas do metal por quilo de terra, mas a maioria está na casa dos 50 microgramas. Para a Cetesb, valores de até 100 microgramas por quilo de terra, em coletas de 20 centímetros de profundidade, é considerado solo limpo e natural.

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