Recentemente, um general americano envolveu o Brasil em sua palestra, dizendo batatadas quando interpelado por uma estudante. Agora foi a vez do secretário do Tesouro dos Estados Unidos (o ministro da Fazenda deles) fazer declarações desastrosas envolvendo o Brasil, sem medir a extensão e a intensidade do mal de suas palavras. Essa maravilhosa elasticidade de inteligência do sr. secretário, que, ou não sabe ou, se sabia esqueceu que, um Estado é uma fábrica, uma empresa colossal que não pode ser envolvida em conversas de comadres, beatas, intrigantes. De qualquer forma haveremos de desculpá-lo porque são tantos e tão grandes os problemas que os envolvem que precisam de algo para desviar a atenção de sua gente. O grande jornal N. Y. Times informou que querem atacar o Iraque, mais tragédia à vista. O problema criado com as importações de aço atingiu até seus aliados europeus. A impressionante seqüência de fraudes em balanços de poderosas empresas com suas contabilidades duvidosas. O atentado terrorista de setembro, uma grande tragédia, cujo responsável (que eles acham que seja) ninguém sabe por onde anda. Com tantos problemas cabeludos, é perdoável que confundam o Brasil com a Argentina e ainda não saibam que a capital do Brasil é Brasília e não Buenos Aires. Aliás, a última vez que estive em N. York comprei um relógio e perguntei para a moça se havia garantia internacional porque eu era brasileiro e ela disse - sim, em Buenos Aires, na capital. Por favor sr. secretário, quem ganhou a copa foi o Brasil e não a Argentina e quem marcou os gols foi o Ronaldinho e não o Maradona. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)
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