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Clientes vinham da área rural

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Estabelecido desde 1958 na quadra 1 da rua Floresta, o comerciante Saliba Elias Raffoul era um dos mais fortes no comércio alimentício de Bauru. “Comecei com um armazém de secos e molhados. Meu público consumidor vinha das propriedades rurais da região.”

No mesmo ponto há 43 anos, ele admite que o local, mais conhecido como baixada do Silvino, deixou de ser bom para o comércio. “Eu mudei de ramo. Passei a vender roupas e sapatos e tinha tanta freguesia que sustentei meus três filhos estudando nos Estados Unidos”, relembra.

Hoje, a realidade do comerciante é outra. “Se precisasse sustentar a família com o lucro desse negócio, passaria fome.”

Raffoul lembra que ganhou muito dinheiro quando veio do Líbano. “Eu era policial no Líbano. Cheguei com US$ 30 mil e montei o negócio. Ganhei muito dinheiro. Meu armazém era muito sortido. Vendia até no atacado.”

As mudanças no comércio não foram acompanhadas pelo libanês. Os balcões continuam os mesmos, assim como as vitrines. “A loja é de meu filho, eu estou aposentado. O ponto de vendas não atrai mais os consumidores do campo”, lamenta o comerciante.

Dentre as lembranças do local, Raffoul destaca uma enchente que inundou sua loja. “A água chegou a mais de meio metro na parede. Perdi muita mercadoria”, conta.

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