Arealva - A prainha de Arealva deve passar por reformas nos próximos dias. No entanto, nem todos estão satisfeitos com as mudanças propostas pela Prefeitura Municipal. Além de construir um guichê na entrada da prainha, para controlar o fluxo de veículos, as 17 barracas que existem hoje no local serão demolidas. Isso gerou protestos de barraqueiros.
O prazo dado pela prefeitura para que eles desocupassem as barracas venceu no último dia 31. Água e energia já foram cortadas. O próximo passo é pôr abaixo todas as barracas.
Pelo projeto apresentado pelo prefeito Elson Banuth (PSDB), no lugar das 17 barracas serão construídas apenas quatro.
A administração das mesmas ainda não foi definida pelo prefeito. Ele não sabe se elas ficarão sob responsabilidade de alguma entidade assistencial ou se passarão a ser administradas pela prefeitura.
Embora estejam em um local público, as barracas eram exploradas por particulares. De acordo com Banuth, os proprietários não enfrentaram nenhum processo de concorrência pública e não recolhiam impostos para o município.
Os proprietários negociavam livremente a venda ou aluguel das barracas, sem nenhum tipo de controle por parte do poder público.
“A prefeitura não tem controle nenhum sobre essas barracas. Os barraqueiros foram entrando e ocupando os espaços à reveliaâ€, declarou o prefeito.
“Agora, nós queremos que eles desocupem o local para tentarmos organizar aquilo lá. Vamos construir barracas padronizadas e, se houver interesse, vamos entregá-las a entidades filantrópicas da cidadeâ€, revelou ele.
Se nenhuma entidade mostrar interesse em administrar o comércio na prainha, a prefeitura deve elaborar um processo de concorrência para que todos os interessados possam disputar, em pé de igualdade, o direito de explorar a venda de bebidas e de salgados na praia da cidade.
No entanto, a saída dos barraqueiros não está sendo assim tão pacífica. Enquanto alguns já requisitaram até ajuda da prefeitura para transportar o que sobrou das barracas, outros resistem e dizem que não saem de lá.
Segundo Banuth, esses barraqueiros alegam que têm direitos adquiridos sobre o local. “Eu não sei que tipo de direitos eles têmâ€, disse.
“Fiz um levantamento dentro da prefeitura e não encontrei nenhum contrato de cessão da área para os barraqueirosâ€, revelou ele. “Por que essas pessoas vão ser privilegiadas em relação aos demais interessados em explorar o comércio naquele localâ€, questiona Banuth.
Caso seja necessário, o prefeito não descarta a hipótese de usar força policial para desocupar todas as barracas. Aliás, segundo Banuth, é consenso entre as polícias Civil e Militar que a prefeitura deve retomar o controle da área.
Ultimamente, até show de striptease era feito na prainha, dentro de uma das barracas.
Constrangimento
“Sinceramente, diante das condições em que estavam as barracas, eu ficava constrangido ao ver pessoas de fora freqüentando o local e vendo a precariedade daquilo. Se a prefeitura não faz nada para melhorar, eu acabo sendo conivente com a situação. E agora (com a liberação da verba) chegou o grande momento de nós reestruturarmos o localâ€, declarou o prefeito.
Segundo Banuth, a desocupação da área vem sendo requisitada já faz algum tempo. “A coisa não está acontecendo tempestivamente, mas de maneira lenta, para que não cause grande impacto nessas pessoas. Elas estavam cientes de que um dia isso iria acontecerâ€, comentou.
De acordo com o cronograma elaborado pela prefeitura, dentro de 15 dias, todas as barracas devem ser desmontadas. Banuth quer que toda a reforma esteja concluída antes da chegada do próximo verão, quando a prainha chega a receber cerca de quatro mil visitantes, em um fim de semana.
O dinheiro para a construção das novas barracas, do guichê de entrada, de uma ciclovia e para a iluminação do trecho entre a cidade e a praia foi obtido junto à Secretaria Estadual de Esportes. Toda essas obras devem custar cerca de R$ 160 mil, dos quais R$ 60 mil seriam da prefeitura.
Ciclovia quase concluída
Arealva - A caminhada é um dos esportes mais praticados em Arealva. Até mesmo o prefeito Elson Banuth (PSDB) faz parte da turma que freqüentemente percorre os dois quilômetros que separam a cidade da prainha.
Andando por uma pista sem acostamento, os adeptos do esporte ficavam expostos ao perigo, pois disputavam com os veículos um espaço no asfalto. Em razão disso, nos últimos anos, três pessoas, entre elas uma criança, morreram atropeladas no local, enquanto caminhavam.
Com a construção da ciclovia, a segurança dos moradores durante as caminhadas deve aumentar. Apesar do nome, a obra é mais utilizada por pedestres do que por ciclistas.
Mesmo antes da conclusão total da obra, a ciclovia já está sendo usada pelos moradores. De acordo com o prefeito, vai ficar faltando apenas a iluminação do trajeto. “Seria um benefício para aqueles que trabalham durante o dia e só podem caminhar à noite, como eu, por exemploâ€, destacou Banuth.
Para iluminar a pista, o prefeito espera a liberação da segunda parcela da verba. Só assim ele terá dinheiro para pagar a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para instalar os bicos de luz.