• Empregos
Apesar da conjuntura econômica desfavorável, as indústrias brasileiras voltaram a falar em contratações. A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) tinha, no início dos anos 90, cerca de 6 mil empregados. Ao longo da década, esse número foi reduzido à metade. Neste ano, entretanto, a empresa já contratou 102 funcionários e pretende chegar a 2003 com 3,6 mil pessoas na folha de pagamento. A meta é aumentar a produtividade com produção mais alta e sem corte de funcionários.
• Crescimento
Na última sondagem conjuntural feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 1,2 mil empresas, a maioria dos empresários disse que pretende aumentar o número de vagas. O IBGE também começa a registrar um cenário um pouco mais positivo. Nas últimas pesquisas de emprego industrial, em março, abril e maio, o índice de contratações cresceu na comparação com o mês anterior.
• Café
Os produtores de café receberam, finalmente, apoio do Governo Federal na tentativa de estimular os preços internacionais, em forte queda nos últimos dois anos. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anunciou a liberação de R$ 765 milhões para a realização de leilões de opção de venda. Na prática, a medida significa que tanto cafeicultores quanto cooperativas terão oportunidade de comprar o direito de vender café ao governo a preços e prazos estipulados.
• Excesso
Os recursos permitirão ao governo comprar até seis milhões de sacas de café nos próximos sete meses. A medida faz lembrar a política de retenção de estoques de café, praticada no passado pelo extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC). Nos últimos dois anos, as cotações do café acumulam queda de 44% na Coffee, Sugar and Cocoa Exchange (CSCE), de Nova York. Em 12 meses, a baixa atinge 7%. A queda reflete a disparidade entre produção e demanda mundial, com excesso estimado em dez milhões de sacas.
• Leilões
Os leilões serão realizados em bolsas de mercadorias por meio do sistema eletrônico do Banco do Brasil (BB). Serão pregões semanais a partir da segunda semana de agosto e até outubro. Os preços estipulados são de R$ 130,00 para o café arábica e R$ 77,00 para o robusta (variedade com menor cotação no mercado), com vencimentos em dezembro e março. Outros R$ 320 milhões foram liberados para os exportadores, valor considerado suficiente para a compra de quatro milhões de sacas.
• Mercado
A Lexmark - fabricante de impressoras - está disposta a ampliar sua presença no mercado brasileiro de pequenas e médias empresas - setor onde detém pouco mais de 10% de participação. Seus maiores clientes atualmente são grandes corporações e o governo, cujos market share (participação de mercado) são da ordem de 37% e 36%, respectivamente. Para abranger os novos mercados, a fabricante pretende credenciar novos revendedores e distribuidores capazes de oferecer suporte técnico adequado a este nicho.
• Metas
A nova estratégia deve ajudar a companhia a cumprir a meta de passar dos atuais 20% de participação no mercado brasileiro de impressoras para 30% em três anos, informou Roberto Torok, vice-presidente e gerente geral da Lexmark para a América Latina. Segundo o executivo, a subsidiária brasileira, que tem 250 funcionários, já ocupa a sexta posição no ranking mundial da corporação e é dona de faturamento anual de US$ 100 milhões (2001) - 33% dos resultados na América Latina.