Política

Abreu Filho diz que Maluf só engana

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

O secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, rebateu ontem as críticas do candidato ao governo Paulo Maluf (PPB) feitas na semana passada em Bauru contra a administração estadual. Maluf afirmou, ao JC, que o governo estadual está sendo “frouxo” em relação à criminalidade. Para Abreu Filho, o candidato pepebista se compromete apenas com frases de efeito e quando pôde fazer pela Segurança, não fez. Ele inaugurou ontem a sede local da Corregedoria da Polícia Civil.

O secretário lembra que “Maluf já foi governador. Sua gestão foi o pior período para a polícia. As polícias não tinham equipamentos. Há fotos e jornais mostrando policiais levando preso de ônibus comum. Não tinha algemas e o preso tinha que ser amarrado com corda em postes.”

O secretário sugeriu, inclusive, que fossem ouvidos os policiais que trabalhavam na época do governo Maluf. “Foram os piores salários para a polícia. Os dados são públicos. Quando prefeito da Capital, o senhor Maluf prometeu colocar a guarda metropolitana nas escolas e nos coletivos para acabar com o roubo. Nada disso foi cumprido, nada foi feito.”

Segundo o secretário, o candidato só faz promessas vazias. “Ele reduziu o contingente. Ele fala de colocar a Rota na rua. Ele foi o governador que não colocou um soldado a mais na Rota. Este governo criou uma companhia a mais com 180 soldados. Ampliamos porque precisava ampliar. Estamos trabalhando sério.”

Na opinião dele, agora há uma polícia de saturação. “Você leva para o local quando é necessário ampliar o número de policiais. Não é para ficar fazendo policiamento comum. Patrulhamento de área se faz com as forças táticas, precisa entender de polícia para falar.”

Ele garante que este governo não faz promessas vazias. “Nós trabalhamos com seriedade, temos um compromisso com o futuro. Nos comprometemos em depurar a polícia. Criamos a via rápida para a polícia Civil e Militar, de forma que o mau policial possa ser punido. Regionalizamos a corregedoria, criando sete regionais nas sedes de Deinter.”

De acordo com o secretário, segurança pública não tem mágica. “O discurso do Maluf é pura demagogia, do tipo me engana que eu gosto. Estamos trabalhando e fazendo investimentos. Todos os índices de criminalidade do Estado caíram. No Interior paulista, zeramos muitos índices que estavam em crescimento. O segredo é trabalhar e trabalhar.”

Investimentos

Saulo de Castro Abreu Filho diz que o atual governo investe em tecnologia para diminuir os índices de criminalidade.

“Fizemos investimentos em todas as áreas. Em recursos humanos, na reintegração das polícias, investimento no contingente e equipamentos. Adquirimos coletes, viaturas, rádios e implantamos um sistema de informática.”

Segundo ele, o número de seqüestros, roubos, roubos de carga, furtos em geral e furto de veículos diminuíram em todo o Estado. “Investimos e estamos colhendo os resultados. A recuperação de carros furtados e roubados atinge quase 50%.”

Transparência

Na opinião do secretário, a implantação das corregedorias vão dar transparência para a polícia. “A população pode denunciar. Colocamos a corregedoria em uma casa separada para dar transparência para a população.”

Sobre a transferência de delegados para a corregedoria, ele prometeu repor as carências. “O contingente será ampliado. São 200 delegados em formação na Capital. Evidente que as vagas serão supridas, inclusive na sub-região.”

Ele acha que a falta de delegados nos distritos faz parte do cotidiano. â€œÉ o cotidiano. A gente tem que ir administrando isso. Implantamos a corregedoria, trouxemos delegados e quando os novos tiverem concluído o curso de formação, vamos suprir as carências.”

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Bons policiais

Para o corregedor geral da polícia Civil, Roberto Maurício Genofre, a implantação da corregedoria é uma homenagem aos bons policiais. “O objetivo é o controle da moralidade pública. A população merece uma polícia eficiente. É até uma homenagem aos bons policiais, um estímulo aos bons, aqueles que trabalham corretamente.”

Na opinião dele, a polícia precisa agir corretamente. “O sistema de controle é importante em qualquer entidade, ainda mais num órgão público onde os funcionários trabalham armados. Isso é muito bom para a própria população de Bauru.”

Segundo Abreu Filho, no Estado de São Paulo existem 30 mil policiais civis e no ano passado poucos foram punidos. “No ano passado 197 policiais civis foram demitidos. Cerca de 200 foram punidos com outras penas como suspensão, advertência e repressão, que são penalidades previstas na leio orgânica. Eu acho que o número é pequeno.”

Os motivos que levaram os policiais à corregedoria, de acordo com ele, foram principalmente o abuso de autoridade, corrupção e vários outros que envolvem lesões corporais e até homicídio.

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