A Agência Bauru da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vistoriou, ontem, os amarzéns de ascarel da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Rogério Chini, gerente da agência, conta que o produto, que é tóxico, está armazenado de acordo com a exigências da legislação.
A bifenila policlorada, popularmente conhecida por ascarel, é um óleo tóxico. Por ser um produto isolante, até 1981 era muito usado em transformadores e equipamentos elétricos em geral. A CTEEP, que fica às margens da rodovia Marechal Rondon, em Bauru, guarda em seus galpões uma grande quantidade do produto, retirado de transformadores velhos, e equipamentos contaminados.
Na semana passada, o JC recebeu uma denúncia anônima de que o solo da empresa foi contaminado por ascarel. Anteriormente, o Sindicato dos Eletricitários de Bauru já havia encaminhado à Cetesb a reclamação dos funcionários da empresa sobre o óleo.
A CTEEP abriu licitação para contratar serviços de manuseio, transporte, drenagem, fragmentação, envase e destinação final (incineração e/ou reciclagem) de 176.200 quilos de resíduos sólidos, líquidos e miscelânea oriundos de transformadores e outros materiais contaminados por bifenilas policloradas, o ascarel.
A assessoria de imprensa da CTEEP nega que a licitação visa contratar serviços para descontaminar o solo. Ontem, a empresa autorizou o JC fotografar os armazém de ascarel, reafirmando que o produto está sendo armazenado seguindo as regras ambientais.