Regional

Cavalos furtados na região seriam levados para frigorífico do Paraná

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Paulistânia - Cavalos furtados na região estariam sendo encaminhados para um frigorífico de uma cidade paranaense. A suspeita é da Polícia Civil de Paulistânia que numa ação conjunta com a Polícia Militar localizou dez animais que haviam sido furtados recentemente em Bauru.

As investigações ainda estão em andamento e por isso, segundo a polícia, as identidades das pessoas envolvidas não estão sendo divulgadas. O delegado Antonio das Neves, que é também o delegado de Borebi, é quem está coordenando os trabalhos.

Até ontem, cinco desses animais já haviam sido reconhecidos por seus verdadeiros donos. O restante ainda está num curral improvisado em Paulistânia. A orientação da polícia para quem teve cavalos furtados nos últimos dias é procurar informações na delegacia.

Apesar da polícia ter praticamente identificado o receptador de cavalos furtados, falta ainda chegar aos ladrões que praticavam os furtos em Bauru.

De acordo com a polícia, é quase certa a existência de pelo menos dois grupos atuando nesse tipo de crime. Um deles incumbido de pegar os animais em cidades da região e um outro que estaria encarregado pela receptação e encaminhamento dos cavalos para o frigorífico paranaense.

Os dez cavalos furtados em Bauru foram localizados no final da semana passada. São, na maioria, animais que viviam em pequenos piquetes localizados em bairros periféricos da cidade.

Depois de capturados, segundo a polícia, os eqüinos eram levados até Paulistânia onde ficavam recolhidos num pasto bem próximo à cidade. De lá, eram transportados para o Paraná.

A cidade onde fica o frigorífico para onde os cavalos eram levados também não foi revelada pela polícia. “Ainda estamos investigando. Mas há fortes indícios de que outros animais já teriam sido encaminhados para esse frigorífico”.

No momento, a polícia está investigando qual o grau de envolvimento de cada suspeito e o mesmo deve ocorrer com o frigorífico em questão.

• Serviço

Pessoas que tiveram animais furtados nos últimos dias devem entrar em contato com a Delegacia de Polícia de Paulistânia pelo telefone (14) 3275-1005 para tirar dúvidas ou comparecer pessoalmente.

Comendo a carne

A carne de cavalo era comida comum em muitos países da Europa na época pré-cristã, mas não em países islâmicos ou judeus. Neste período, a carne de cavalo era ingerida no Norte da Europa principalmente em cerimônias religiosas teutônicas, associadas com a adoração do deus Odin. No ano 732 o Papa Gregory III começou um esforço para parar esta prática pagã, e acredita-se que tal fato, especialmente na Islândia, tenha contribuído para que muitas pessoas relutassem em abraçar o Cristianismo.

Cortes de varejo de cavalo são semelhantes aos de carne de boi. A carne é mais magra, ligeiramente mais doce em gosto, com um sabor entre a de boi e de veado. É muito tenra, mas pode ser ligeiramente mais dura que cortes comparáveis de carne de boi. Possui mais proteína e menos gordura. Os cortes mais populares de carne de cavalo são: lombo, bife de filete, bife de anca e costela. Os cortes menos tenros são moídos.

Na Suécia a carne de cavalo vende mais que a de cordeiro. Também é consumida comumente na Espanha, Itália, Suíça, Alemanha, Áustria, e Países Baixos, embora seja mais popular na Bélgica, França e EUA.

No Brasil, a realidade é um pouco diferente. O abate seria clandestino, com sofrimento descabido do animal e a maioria dos cavalos que acabam num matadouro são furtados ou vendidos por ninharia por seus próprios “donos” quando estão velhos, doentes ou fracos.

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