Quatro e oito de agosto, dias que poderiam ser comuns dentro do cenário, têm significado todo especial para Bauru esportiva, pois naquelas datas, em 1956, que Pelé viajou duas vezes em companhia do seu pai, Dondinho, até Santos, levado por Waldemar de Brito.
Quando assumiu a direção do juvenil do Bauru Atlético Clube (BAC), cujo treinador foi o esportista Antoninho, com o conhecimento de que era possuidor, orientou o menino Pelé e este, com facilidade assimilava os ensinamentos de Waldemar de Brito, consagrado craque do passado que jogou em grandes clubes do Brasil e Argentina, até na seleção.
Sobre os primeiros contatos de Pelé com o Santos, o Diário de Bauru, em sua edição de 10 de agosto de 1956, inseriu a seguinte notícia: “O garoto Pelé, filho do veterano e consagrado Dondinho, que foi arrolado pelo Santos, seguiu sábado último para a cidade da beira do Atlântico, tendo se apresentado ao técnico Lula. Pelé deverá estar em ação por esses dias, exercitando-se entre os suplentes do Campeão da Técnica e Disciplina - como era chamado o Santos - e um dos mais sérios concorrentes ao título máximo da presente temporadaâ€.
Pelé teve brilhante carreira no futebol menor de Bauru. Suas primeiras equipes foram o São Paulinho de Curuçá (Vila Dutra) e 7 de Setembro, o “time pés-descalçosâ€. Passou pelo Ameriquinha e depois jogou no juvenil do BAC, o Baquinho.
Por essa equipe disputou o inesquecível campeonato infanto-juvenil em 1953, patrocinado pelo Diário de Bauru, cujo diretor era Nicola Avalone Júnior, ex-prefeito de Bauru e ex-deputado estadual.
Nesse campeonato, Pelé começou a se destacar, especialmente atuando várias vezes nas preliminares do time profisional do BAC. Depois que o Baquinho encerrou suas atividades, Pelé foi para o Radium - futebol e futsal - no qual continuou a sua caminhada ascensional.
Posteriormente, quando seu pai foi contratado como auxiliar técnico do Noroeste, Pelé passou a treinar no Alvirrubro, entre amadores e profissionais, e por três ou quatro vezes integrou o time principal do Noroeste em amistosos, sempre fazendo gols.
Pelo seu exuberante futebol, futuramente iria mesmo defender um clube de maior prestígio. O Noroeste fez de tudo para contratá-lo, inclusive, oferecendo o melhor salário que tinha condições de pagar. Reuniões aconteceram, porém o destino de Pelé acabou sendo o Santos. Foi então que em agosto de 56, o melhor atleta do século XX trocava Bauru pela cidade praiana e de lá para cá todos conhecem a sua história.
Fotos, documentos e a completa história de Pelé podem ser apreciadas no Instituto Histórico “Antônio Eufrásio de Toledoâ€, rua Capitão Gomes Duarte, 13-41, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h às 16h30. Informações poderão ser obtidas pelo fone 234-2508. E-mail ihaet@terra.com.br