Economia & Negócios

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• Free shops

Na próxima sexta-feira, os free shops brasileiros começam a vender, pela primeira vez, produtos nacionais em dólares. Até então, essas lojas só vendiam produtos importados. A medida foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no final de fevereiro. O objetivo é ajudar o desempenho da balança comercial - já que essas vendas são computadas como exportação - e trazer mais dólares para o Brasil.

• Movimento

Num primeiro momento, o movimento free shop “Made in Brazil’’ será composto por 16 empresas nacionais, que venderão seus produtos nas lojas francas dos aeroportos brasileiros livres dos impostos locais. As primeiras empresas que estão participando são Natura, Caloi, Rosa Chá, Spress Café, Copag, Caninha 51, Chocolate Garoto, Lupo, Previous, Cachaça Araxá, Alpargatas, Saemam, Cachaça Autêntica, Charutos Menendez Amerino, Yoki, Ambev e Arno.

• ANP X GLP

Depois de tantos desencontros, o governo passou oficialmente para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a responsabilidade de acompanhar o mercado de gás de cozinha. Com isso, fica adiado por dez dias um possível tabelamento de preços do produto. Em portaria prevista para ser publicada hoje, o Ministério das Minas e Energia determina que a ANP acompanhe ativamente o mercado de combustíveis, e não apenas do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), para evitar práticas abusivas de preços.

• Alerta

O ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide, disse ontem que a portaria serve como mais um alerta às empresas que estão praticando margens abusivas na venda de gás de cozinha. Gomide informou que o período de avaliação pela ANP será de cerca de dez dias. Entre as possibilidades de intervenção está a fixação temporária de preços máximos para o produto.

• Crédito

O Banco Central vai criar um grupo de coordenação de projetos para a melhoria de crédito para as micro e pequenas empresas, em breve. A decisão foi anunciada durante reunião com o Grupo de Trabalho do Sebrae. A equipe apresentou medidas para a expansão do microcrédito. O diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Darcy, será o coordenador do projeto, que ainda não tem data de início determinada.

• Veículos

As montadoras associadas à Anfavea (associação dos fabricantes) venderam em julho 91.670 veículos, 1,7% a mais que em junho. No mês passado, a Fiat voltou à liderança das vendas, com 27.951 unidades. Em seguida vem a GM, que alcançou 24.963 veículos e, caindo para o terceiro lugar, a VW, com 24.035. A Ford vendeu 10.681 automóveis em julho.

• Ranking

A grande novidade no ranking fica por conta da Peugeot, que ultrapassou a Renault, com 3.533 unidades, e vendeu 4.679 veículos em julho. Na seqüência estão Toyota (3.244), Land Rover (1.772), Honda (1.393), Mitsubishi (1.168), Citroën (1.144), Mercedes (892), Audi (699), Nissan (321), Seat (62), Chrysler (47) e Alfa (38).

• Poupança

Os investidores continuam apostando suas aplicações na Caderneta de Poupança, que em julho registrou uma captação líquida de R$ 4,945 bilhões. Essa captação é resultado de depósitos de R$ 47,093 bilhões registrados no período, menos retiradas de R$ 42,972 bilhões, mais os rendimentos creditados de R$ 824,873 milhões. Com isso, o saldo das aplicações em poupança fechou o mês de julho em R$ 130,629 bilhões.

• Procura

A procura pela Caderneta de Poupança se intensificou depois que o Banco Central exigiu dos fundos de investimentos a marcação a mercado dos títulos que possuíam em carteira, a partir de 31 de maio. A medida já era prevista, mas os fundos tinham até setembro para fazer a adaptação dos registros.

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