Segundo as análises da cientista política Maria Teresa M. Kerbauy, Bauru corre o risco de não eleger deputado (especialmente federal) nas próximas eleições de 6 de outubro e este fato poderá ocorrer, avalia a analista, principalmente pela “pulverização de candidaturas ao Legislativoâ€, ou seja, tem muitos candidatos pra poucos votos. E se esta inferência se confirmar “a posterioriâ€, tal fato político será enormemente desastroso para a cidade de Bauru. Oxalá estas previsões não se confirmem, mas o alerta é importante mesmo que seja para instigar e promover entre os candidatos uma reflexão a respeito destes “perigos comunsâ€. Não é possível aceitar por mais que se procure atenuar a imagem da nossa dissídia para com os interesses vitais do município, que uma cidade com mais de 200 mil eleitores desagregue de forma tão demente e egoísta a ponto de provocar seu próprio “suicídio políticoâ€. Aliás, já “encheu o saco†este provincianismo político bauruense movido por “raivinhas†políticas, “picuínhas†partidárias e “pormenores pessoais†que agitam a política local confundindo e embaraçando a formação de uma força positiva e agregada da sociedade (senso de auxílio mútuo) capaz de unir esforços que tenham um objetivo comum, no caso específico, de forma criteriosa aumentar a representatividade pública de Bauru no Legislativo Estadual e também no Congresso Nacional. Entretanto, a prevalecer o personalismo radical e as aspirações vaidosas entre os postulantes o “risco-Bauru†aumentará consideravelmente. A aritmética política funciona assim, se você divide demais todos perdem (representatividade), mas quanto mais se soma alguns ganham. O problema é que todos querem ser o “alguémâ€. De qualquer forma, é de suma importância que o eleitor bauruense se conscientize da relevância de se votar em candidatos que representem a nossa cidade, mesmo que para isso tenhamos que optar pelo “voto útil†ou mesmo uma escolha “suprapartidária†mas que, enfim, diante das circunstâncias eleitorais (partido quer dizer nada), pelo menos possamos eleger o maior número possível de deputados (estadual e federal) e assim sendo afastarmos definitivamente este estigma do “ostracismo político†que fatidicamente teima em perseguir-nos. Se você se sente “bauruense†e conscientemente vota num “forasteiroâ€, saiba que você estará jogando seu voto no “lixo†e apesar do livre arbítrio você estará sendo um alienado, politicamente falando. A pergunta é, você se importa? (Aurelio da Silva Braga - RG: 12.912.493)
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