A coluna Entrelinha do JC (3l/7) comenta que o vereador Toninho Garmes (PSDB) entregou ao governador Alckmin um ofício pedindo o cancelamento das faltas dos professores das escolas estaduais, registradas em seus prontuários, decorrentes da greve do ano 2000. O ilustre vereador justifca que houve reposição das aulas não ministradas e as faltas prejudicam a carreira dos professores. Ressalte-se, o Centro do Professorado Paulista obteve, na Justiça, sentença favorável à retirada das faltas após a devida reposição das aulas. Mas, por recurso da Secretaria da Educação, a aplicação da sentença foi suspensa. A Secretaria da Educação mantendo no prontuário dos professores o registro das faltas, mesmo após a reposição das aulas, constitui punição aos grevistas, num claro atentado contra o direito de greve assegurado na Constituição Federal. Configura-se, também, atitude contrastante de um governo do Partido da Social Democracia Brasileira. É essa a “pedagogia do afeto†no processo educativo da rede pública defendida pelo secretário da Educação em suas palestras? (Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado)
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