As lojas do Sé Supermercados localizadas nos bairros Higienópolis, Santa Luzia e Geisel terão seu funcionamento encerrado no próximo dia 17 de agosto. A medida foi anunciada ontem pela assessoria de imprensa do grupo Pão de Açúcar - que comprou a rede Sé em Bauru - após a visita relâmpago do empresário Abílio Diniz à cidade.
O motivo da visita em sigilo foi conhecer e avaliar pessoalmente cada uma das nove unidades adquiridas pelo grupo e também traçar um perfil da concorrência, considerada como muito forte e com alto nível de serviços.
Segundo a assessoria, a razão do fechamento das lojas é a inadequação das mesmas aos padrões operados pelo Pão de Açúcar. Os funcionários destas unidades serão transferidos para seis lojas que o grupo manterá.
“O grupo está investindo pesado na cidade, vai reformar e reestruturar lojas em todos os sentidos. Poderá ocorrer troca de pessoal, mas não diminuição do quadro. O Pão de Açúcar é uma das empresas privadas que mais emprega no Brasil. Tem um quadro de 58 mil funcionáriosâ€, revela o assessor Paulo Pompilho, destacando que a compra do Sé num momento delicado livra os trabalhadores de um prejuízo ainda maior com um possível fechamento da rede.
Sobre as 25 demissões que ocorreram na última semana em sete das nove lojas, a empresa aponta o fato como dispensas operacionais, e não corte de funcionários.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Comerciários de Bauru, Benone Capelo Batista, que já entrou em contato com os advogados do grupo Pão de Açúcar, não há previsão de novas demissões. Mas afirma que a entidade homologou as demissões de um funcionário da loja do Sé da Bela Vista, outro da Higienópolis, dois da loja Araújo Leite/Altos da Cidade, três da Vila Souto, quatro da Cruzeiro do Sul e de sete das lojas do Estoril e Rodoviária.
A data para a troca de bandeiras do Pão de Açúcar, que ainda opera como Extra e Barateiro, ainda não foi definida. Mas nos próximos dias, segundo informações do grupo, os consumidores já poderão notar um maior sortimento no mix de produtos, mudanças nos corredores e no atendimento.
Sobre a intervenção do Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) na venda dos supermercados da rede Sé, o processo ainda não chegou ao Pão de Açúcar. Segundo consta, análises anteriores não teriam considerados domínio de mercado.