Jaú - Doze dias de investigações. Esse foi o tempo que os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú levaram para esclarecer um suposto homicídio, praticado no mês passado.
Depois de ouvir várias pessoas, o delegado Edmilson Bataier prendeu ontem Nivaldo Ferreira do Nascimento, 24 anos. Ele é o principal suspeito de ter assassinado Fábio Antônio da Costa, em 21 de julho último.
Nascimento teve sua prisão temporária decretada pela Justiça e ontem mesmo, logo após o interrogatório, foi encaminhado à Cadeia Pública da cidade. Ele nega qualquer participação na morte de Costa.
O corpo da vítima foi encontrado no último dia 27 de julho, no rio Jaú, debaixo de uma ponte, na rua Lourenço Prado, Centro da cidade. Segundo Bataier, o corpo já estava em adiantado estado de decomposição.
Desde então, investigadores da DIG passaram a ouvir pessoas que moram próximo à ponte e ontem descobriram três supostas testemunhas.
Elas relataram ao delegado que no dia 21 Nascimento foi visto “agredindo violentamente†a vítima. Em seguida, ele teria amarrado o corpo e jogado no rio, onde permaneceu submerso por seis dias, até ser encontrado por um morador que passava pelo local e notou o braço da vítima para fora da água. A vítima não portava documentos de identificação.
De acordo com o delegado, houve a intenção de ocultar o cadáver, pois ele estava preso por uma corda dentro do rio.
Segundo Bataier, quando as supostas testemunhas foram intimadas a comparecer à Delegacia de Polícia, Nascimento teria ameaçado-as de morte caso o denunciassem ao delegado.
Mesmo assim, os três teriam relatado aos policiais tudo o que supostamente aconteceu. E não foi só. Eles informaram ainda o local onde estava o acusado.
De acordo com Bataier, Nascimento é lutador de capoeira e tem passagem na polícia por uso de drogas.
Ele foi interrogado pelo delegado e encaminhado à Cadeia Pública, onde deve aguardar decisão da Justiça. Nascimento deve responder por homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
Com a detenção do acusado, o inquérito será remetido ao 1º Distrito Policial de Jaú, onde será feito o relatório final sobre o caso. Em seguida, o documento deve ser encaminhado à Justiça.