Regional

Banco do Povo abre mais duas agências

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Bocaina e Mineiros do Tietê abrem hoje suas unidades do Banco do Povo Paulista, com as presenças do secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Fernando Leça, e dos prefeitos Moacir Donizete Gimenez (PSDB) e Edson Reinaldo Sabaine (PTB). A informação é do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). Em Agudos, porém, o prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) fechou agência e critica o serviço.

Na opinião do deputado Pedro Tobias, o Banco do Povo tem como principal objetivo oferecer crédito para os pequenos e microempreendedores que normalmente não conseguem ter acesso aos mecanismos tradicionais de financiamento disponíveis no mercado.

A agência de Bocaina será inaugurada às 9h30 e a de Mineiros do Tietê, às 11h30. A partir da próxima segunda-feira, as novas unidades do Banco do Povo Paulista de Bocaina e de Mineiros estarão atendendo microempresários interessados em buscar crédito para incrementar seu negócio.

O Banco do Povo Paulista possui linha de crédito direcionada a microempreendedores de baixa renda que trabalham na formalidade ou na informalidade. Os valores variam entre R$ 200,00 e R$ 5 mil, a serem pagos em prazos que vão de seis a 18 meses com taxa de juro de 1% ao mês.

Existe ainda uma linha de crédito especial para cooperativas e associações de trabalhadores, cujo limite é de R$ 25 mil.

Como funciona

Para viabilizar a implantação do Banco do Povo Paulista é celebrado um convênio entre a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, através do Banco do Povo, e a prefeitura. Dessa parceria fica estabelecido que a prefeitura arca com 10% dos recursos direcionados aos empréstimos, enquanto que o Banco do Povo Paulista se responsabiliza por 90%.

Cabe ainda à prefeitura disponibilizar local e funcionários que são selecionados e treinados pelo Banco do Povo para serem os agentes de crédito da unidade.

Na abertura das atividades, as unidades de Bocaina e de Mineiros doTietê terão fundo inicial de R$ 100 mil cada uma.

Para conseguir financiamento, o interessado deve comprovar que exerce atividade produtiva no município há pelo menos seis meses, reside na cidade atendida pelo Banco do Povo por dois anos, no mínimo, seu nome não está nas listas de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa, e comprove que o rendimento bruto seja inferior a R$ 87,3 mil nos doze meses anteriores.

____________________

Em Agudos, unidade causou transtorno, afirma Octaviani

Agudos - “O Banco do Povo atrapalhou a administração pública em Agudos”. A declaração é do prefeito José Carlos Octaviani (PMDB). Segundo ele, o banco teria demorado para comunicar a Nossa Caixa Nosso Banco sobre uma suposta inexistência de débito por parte da prefeitura junto ao governo do Estado. Essa é uma das principais condições exigidas pelo governo para a celebração de convênios.

Depois de ter autorizado o fechamento da agência do Banco do Povo no município, por concluir que “não havia vantagens para a população, mas somente despesas”, a prefeitura teria quitado todos os compromissos financeiros e administrativos com o banco. Mesmo assim, o prefeito teria enfrentado transtornos nesta semana, junto à Caixa no momento de assinar um convênio, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura.

De acordo com a assessoria, o Banco do Povo teria deixado de comunicar ou de enviar documentos que comprovariam a quitação de débito. E isso teria atrapalhado a celebração do convênio. (Da Redação)

Comentários

Comentários