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Lidar com pessoas é fácil, diz consultor

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 5 min

Uma das exigências do mercado de trabalho é, sem dúvida, o bom relacionamento. Saber lidar com gente é uma das principais chaves para o crescimento profissional. Observando isso, o psicólogo, consultor e “motivador de equipes” Roberto Hirsch, que diz gostar muito da experiência de lidar com pessoas diferentes, preparou uma palestra sobre o tema que leva a empresas e pessoas interessadas. Para ele, ter uma boa convivência é o caminho para o sucesso.

O psicólogo diz que trabalhar com gente dá trabalho e, quanto a isso, não há dúvidas. Mas por outro lado, quando se gosta de trabalhar com gente, isso dá muito prazer. “O que eu quero levar para as pessoas que participam das minhas palestras, é mostrar como é prazeroso poder trabalhar com gente”, afirma.

Ele brinca que as pessoas querem que as outras nasçam com um manual de instruções e diz que gente é um ser humano que desenvolve emoções, e é isso que faz com que cada um seja diferente. “Trabalhar com gente é uma surpresa a cada dia. Você acorda e pensa: o que eu vou encontrar pela frente?; o que o dia me reserva hoje?; quem eu vou conhecer?; o que eu devo fazer?. As pessoas que não sentem prazer nisso, deveriam trabalhar apenas com máquinas”, ressalta.

Hirsch diz que, para ser líder, é fundamental que se saiba lidar com as pessoas e, mais do que isso, gerar uma influência em cada uma delas. “O líder deve fazer com que as pessoas reflitam não somente sobre o que pensam, mas também, como pensam. Elas devem perceber a importância do trabalho que elas realizam”, afirma.

As pessoas variam de humor conforme as fases de suas vidas. Problemas externos, muitas vezes, interferem no trabalho, mas sabendo reagir diante de alguém que não está no seu melhor dia, é possível melhorar a convivência. Para Hirsch, a principal arma contra o mau humor é o sorriso. “Se você está bem e dá um sorriso, literalmente você desarma o mau humor do outro. Isso é uma regra mais que comprovada. Outro ponto importante é olhar nos olhos da pessoa com a qual você está falando”, explica.

Sem limites

Hirsch diz que as pessoas, muitas vezes, pensam que o ser humano é limitado e chegam a acreditar que elas mesmas têm um limite no seu desenvolvimento. Ele discorda totalmente dessa hipótese.

Para o consultor, as pessoas são ilimitadas, basta apenas descobrir em cada uma delas seu potencial e levá-las ao desenvolvimento até um nível que nunca imaginaram conseguir alcançar. “Quando as pessoas começam a perceber como podem desenvolver seu potencial, sentem-se mais seguras, felizes, satisfeitas com elas mesmas e a vida delas muda muito. As pessoas são capazes de fazer coisas incríveis”, afirma.

De acordo com o especialista, as pessoas precisam ser valorizadas para começar a desenvolver seu potencial. A partir do momento que elas se sentem importantes dentro do trabalho que realizam, elas iniciam um processo de crescimento profissional e, até mesmo, pessoal. “As empresas devem investir nos seus funcionários nesse sentido, porque esse é o cartão de visita”, diz. Quando um cliente é tratado por alguém que sorri, está motivado, ele volta. Se for atendido por alguém com mau humor, sente-se mal também, não é positivo.

É claro que as pessoas sentem uma certa dificuldade em separar os problemas pessoais, “deixá-los em casa” e trabalhar como se nada estivesse acontecendo. Isso não tem como ser feito, na opinião de Hirsch. Ele sugere que uma pessoa, quando esteja passando por algum problema, chegue ao trabalho e avise seus companheiros que não está muito bem e realize seu trabalho, talvez um pouco mais isolada, mais quieta, mas cumpra o seu dever, sem atrapalhar o trabalho da equipe.

Os colegas de trabalho, por outro lado, não devem ficar questionando, perturbando. Devem apenas respeitar e compreender que, naquele dia, o outro quer ficar um pouco mais quieto. “Vale lembrar que, quando se trabalha em equipe, sempre há um que não está muito bem num dia e outro que pode compensar e vice-versa. Um exemplo disso é a Seleção Brasileira. Em cada partida, um jogador se destacou mais que outro”, explica Hirsch.

Esse é um exemplo de solidariedade. Sabe-se que é difícil conseguir uma equipe que trabalhe assim, respeitando e ajudando o companheiro. Há muitos casos de competitividade, por isso, as pessoas querem mais é fazer o seu e deixar que o outro se complique. Mas Hirsch explica que essa atitude varia muito de acordo com a empresa. Aquela que trata seus funcionários com igualdade, oferece os mesmos direitos, tem critérios justos para aumentar benefícios, sempre terá uma equipe que trabalha com muita solidariedade, com companheirismo, um auxiliando o outro e, conseqüentemente, fazendo a empresa crescer cada vez mais.

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Palestra em Bauru

O consultor Roberto Hirsch esteve na última quarta-feira, dia 7, proferindo uma palestra para diretores e funcionários do Centrinho, em Bauru.

Especializado em cursos de formação empresarial e planejamento estratégico, Hirsch trocou idéias com os presentes e desenvolveu o tema “Ah, se eu soubesse que lidar com gente dava tanto trabalho...”. Para ele, as pessoas são pouco preparadas para trabalhar em equipe e menos ainda para assumir cargos de chefia. “Nesse sentido, as pessoas precisam reavaliar suas condutas no ambiente profissional com sinceridade e sempre com o objetivo de aprimorar”, afirma.

Hirsch diz que as pessoas que ocupam cargo de chefia precisam analisar cada funcionário e saber que, quando ele estiver demonstrando falta de ânimo, algo não deve estar indo bem. “Cabe ao líder apontar quais os motivos que essa pessoa tem para seguir em frente com empenho e alegria”, relata.

Para ele, que conheceu e admirou o trabalho do Centrinho, lá se observa um exemplo de administração moderna e solidária ao mesmo tempo.

Hirsch voltará a Bauru em setembro, nos dias 25 e 26, quando proferirá palestra de mesmo tema para o público em geral. A organização é do Grupo Interação.

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