Saúde

Grupos promovem atividade e socialização

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A convivência com pessoas da mesma idade e a participação regular nas mais variadas atividades oferecidas por grupos sociais voltados à terceira idade dá novo sentido à vida dos idosos.

“Quando fiquei viúva e me aposentei, fiquei perdida, porque não sabia fazer outra coisa (...) Aí eu conheci o Luiz e fui para o Sesc (Serviço Social do Comércio). Aí eu comecei a viver”, relata Eurides Abrahão Módolo, 61 anos.

O depoimento dela está estampado no rosto de todas as outras pessoas que participam do Trabalho Social com Idosos desenvolvido pelo Sesc há quase 30 anos.

“Em Bauru, temos atividades nas áreas de cultura, esporte, socialização, expressão, artesanato e várias outras”, conta a coordenadora do programa, Lúcia Maria Lopes Garcia.

“Temos a oficina de memória, onde trabalhamos com a flexibilidade mental, com funções cerebrais, desempenho cognitivo. Temos a batalha cultural para estimular a leitura e os conhecimentos gerais”, comenta.

Segundo ela, o objetivo central do projeto é promover a melhoria da qualidade de vida dos idosos. Isso inclui incentivar o bom relacionamento com a família, a convivência natural com diferentes gerações, mantê-los atualizados com o que acontece no mundo, desenvolver a coordenação, resistência e coordenação físicas.

“Todas as atividades contribuem para melhorar a auto-estima deles, porque eles percebem que são capazes de cantar, de dançar, de criar, de praticar esportes e de viver bem”, completa.

Exemplo

O casal Luiz, 73 anos, e Eurides Módolo, 61 anos, confirma isso. Sempre sorridentes, eles participam de todas as atividades do Sesc.

Luiz conta que conheceu Eurides no hospital. “Minha esposa estava internada no quarto de frente para o quarto onde estava o marido dela. Minha esposa morreu em dezembro de 1990 e o marido dela um mês depois”, conta.

Depois disso, eles se aproximaram. Luiz, que participava das atividades do Sesc desde 1984, convidou Eurides para fazer parte do grupo. Em 1994, eles se casaram.

“Quando me aposentei, perdi os amigos da escola. Aqui, fiz novos amigos e participamos da ginástica, dança, teatro, coral. Isso aqui é minha vida, enfim. Hoje, eu cuido da minha casa rapidinho para estar pronta para vir ao Sesc. Mudou a minha vida. Desenferrujei, graças a Deus”, comemora Eurides.

“Eu agradeço duas coisas a Deus. O trabalho na igreja e o Sesc, que foi o que não nos deixou morrer. Quando fazemos tudo isso, o dia passa gostoso, a semana passa e a gente aproveita a vida”, completa o marido.

Comentários

Comentários