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Alongamento é fonte de bem-estar

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 5 min

“A pressa é inimiga da perfeição”. Quem inventou esse ditado provavelmente previa o que iria acontecer nos “tempos modernos”. Hoje em dia, a pressa em realizar as tarefas cotidianas é tão grande que a maioria das pessoas se esquecem do próprio corpo que necessita de alguns cuidados para continuar em pé.

Não é necessário muito tempo, em apenas dez minutos por dia é possível alimentar o corpo com saúde. O alongamento pode ser feito de manhã, por exemplo, quando a pessoa se desperta e se espreguiça. Até mesmo esse ritual tem sido abolido. As pessoas acordam com o despertador e logo pulam da cama. Não custa reservar um tempinho para “dizer bom dia” ao corpo. O ato de se espreguiçar é um alongamento particular de cada ser humano e deve ser feito todos os dias.

Quem dá essa orientação é o professor de educação física, Adílson Eduardo. Para ele, essa ação é maravilhosa. “Espreguiçar de manhã é uma das melhores coisas que a pessoa pode fazer por seu corpo”, afirma. Ele explica que ao acordar, o corpo está de repouso e a musculatura, portanto, está parada. Ao espreguiçar pela manhã, a musculatura é aquecida. O sangue é enviado com mais intensidade aos músculos preparando-os para os movimentos naturais do corpo.

Eduardo lembra que cada um tem seu modo de espreguiçar e todos estão corretos. “O corpo pede aquilo que precisa. Algumas pessoas gostam de se contrair, outras esticam, enfim, de modo geral, cada um encontra seu jeito”, diz.

O alongamento, na verdade, tem muito benefícios para quem o pratica. A prevenção de lesões, o relaxamento e aquecimento muscular, alívio das tensões do dia-a-dia, redução do estresse físico, ativação da circulação sangüínea e melhora da agilidade para desempenhar atividades profissionais ou esportivas são apenas alguns deles. O alongamento, feito de forma correta, de acordo com especialistas, só traz bem-estar para os indivíduos. A pessoa fica mais disposta para qualquer tipo de situação e apresenta uma postura muito melhor. O dia acaba passando de forma menos estressante.

Eduardo diz que o alongamento pode ser feito por qualquer pessoa de qualquer idade. “Pode-se praticar este exercício a partir da adolescência, até a velhice, até o final da vida. Não há restrições, mulheres grávidas também podem particar”, relata. O professor diz que, na adolescência, o alongamento é muito importante porque é nessa fase que ocorrem os erros de postura.

No mínimo duas vezes por semana, em aulas de 30 a 45 minutos, é o tempo ideal para se praticar o alongamento. Este exercício pode ser feito todos os dias da semana sem restrições. “Uma aula bem dada é uma reeducação corporal e pode auxiliar em muitos pontos, evitando lesões e problemas de articulações”, afirma o especialista.

Eduardo lembra que há uma diferença entre alongamento e flexibilidade. “O primeiro trabalha a musculatura e as articulações para que fiquem no limite do dia-a-dia. A flexibilidade é praticada por ginastas que precisam ter grandes amplitudes. Uma pessoa normal também pode fazer a aula de flexibilidade, mas não todos os dias da semana”, detalha.

Para correr ou andar

Há muitas pessoas que não gostam ou não têm tempo de freqüentar academias. Elas acabam optando por fazer caminhadas ou corridas. O professor Adílson Eduardo orienta essas pessoas: “Antes de caminhar ou correr, é preciso fazer um breve alongamento. Estique as panturrilhas (batata da perna) apoiando o calcanhar no chão e jogando o corpo para frente, com uma perna de cada vez. Alongue também um pouco as costas levantado os braços e unindo-os acima da cabeça, esticando o máximo possível. Fazendo isso antes e depois da caminhada já está excelente”, alerta o professor.

Há também aqueles que preferem praticar musculação ou outro tipo de atividade. Essses devem saber que, mesmo assim, o alongamento é indicado antes e depois dos exercícios. “Quem não faz o alongamento, pode lesionar o músculo. Muitas pessoas já perceberam a importância de alongar antes e depois dos exercícios, mas infelizmente, há algumas pessoas que ainda não o fazem. Esses correm um sério risco de se machucarem”, detalha o professor Adílson.

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No trabalho

Com o crescente estresse dos grandes centros, a prática saiu dos lares e parques, invadindo também o local de trabalho. Nasceu assim a ginástica laborativa, que a cada dia mais empresas implementam.

O objetivo principal é reduzir o número alarmante de acidentes de trabalho e das constantes faltas, melhorando dessa forma a produtividade. A ginástica constitui em exercícios de alongamento que variam de cinco a dez minutos. A cada dia, há a presença de um fisioterapeuta que ensina dicas para que a aula seja completamente satisfatória.

Não é necessário uma roupa específica e nem mesmo sair da sala em que se trabalha. A quantidade das sessões é determinada pela empresa, que normalmente opta entre três ou cinco vezes na semana.

A ginástica laboral teve seu início em São Paulo, onde a prática já é bastante comum.

Percebendo seu valor, algumas empresas cariocas de médio e grande porte adotaram o novo método. Entre elas está a ATL, que a partir de uma avaliação ergonômica, decidiu investir na saúde de seus funcionários. “Aqui na ATL nós temos a filosofia de que é sempre melhor prevenir do que remediar. Todo mundo sabe que as doenças de trabalho são comuns e a ginástica laboral caiu como uma luva para a prevenção de lesões. Os resultados não poderiam ser mais satisfatórios. Nos comparando a outras centrais de atendimento, nós temos cerca de 30% a menos de falta dos empregados”, revela a gerente de telemarketing Renata Martins.

Fonte: www.bolsademulher.com.br

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