Tribuna do Leitor

Orquestra Veritas - The Big Band


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Os fatos que estaremos descrevendo através desta são pertinentes e de fundamental importância para o futuro desta maravilhosa orquestra. Principalmente depois deste surpreendente afastamento do maestro Berbel da regência desta orquestra que ele ocupava desde 1992, ano de sua fundação. Fato este que ocorreu justamente no momento que (ela) atingia o ápice de toda sua trajetória musical e cultural. Porém, como certas coisas acontecem em nossas vidas, não conseguimos entender direito.Só Deus sabe o porquê disto tudo.Por exemplo: num flagrante contrasenso, os diretores da Fundação Veritas, responsáveis pela manutenção desta orquestra, não estão nem aí com este afastamento.

Pergunto: por que ouviram até agora um lado só?!... Por que não ouviram até a presente data os motivos que levaram o maestro Berbel a tomar tão súbita e lamentável decisão nesta questão?!... Muito estranho, não acham?!... Maestro Berbel, este homem “probo, versátil e criativo”, cujo maior erro foi levar a Orquestra Veritas muito a sério demais... Tanto é verdade que isto acabou incomodando determinadas pessoas... Berbel, você acaba de perder uma batalha, mas não perdeu a guerra ainda... Pois, de acordo com o histórico que temos em mãos, esta orquestra foi criada em 1992, pelo seu idealizador José Paulo de Castro Berbel. Esta figura simpática e talentosa que tivemos o privilégio de conhecer no ano passado, quando se apresentava com sua orquestra, realizando na cidade de Lins o belíssimo show “Música na Praça” criado pela TV Modelo coligada com a Rede Globo de Televisão, com sede na cidade de Bauru.

O que mais nos empolgou, além da grandeza desta orquestra, foi quando Berbel anunciou e agradeceu publicamente nossa presença e nos brindou tocando a bonita página musical My Way. Estavam aí os menores detalhes de uma rica orquestração... Naquela oportunidade, ele comentava que sua grande alegria aconteceu no dia 28 de outubro de 1992, quando se apresentou pela primeira vez em público sua recém-criada Orquestra Veritas. Foi um sucesso, graças a Deus. E de lá para cá, ela foi sempre melhorando. Surgiram novas músicas, novos arranjos, novas idéias e novas propostas. Para Berbel, a partir daí seus objetivos foram alcançados. O aparecimento desta orquestra foi uma autêntica revelação, pois veio resgatar o desaparecimento, apenas físico, daquelas inesquecíveis “Big Band’s Americanas” daqueles memoráveis e aconchegantes “ANOS DOURADOS”. Ela veio preencher, de fato, aquela lacuna deixada pelas Big Band’s de Glenn Miller, Tommy Dorsey, Ray Anthony, Harry James, Benny Goodman, Artie Shaw e tantas outras mais. Quantos desses seus apreciadores gostariam ardentemente que um dia elas voltassem... Quando reviver e recriá-las novamente, eram palavras que sempre ouvimos e usamos numa tentativa infrutífera de vê-las de volta...

A Orquestra Veritas veio preencher também todas as faixas etárias de seus milhares de admiradores. Sobretudo aquelas que estavam acostumadas a apreciar os maiores êxitos da atualidade na sua forma vocal, pois existia sempre manifesto um anseio por uma interpretação orquestrada. Algo para ser dançado, para ser saboreado com os ouvidos. Aliás, este é o “prato” especial com os quais Berbel costuma brindar seus milhares de admiradores... Maravilhados ainda com aquela notável apresentação de Lins, fomos até a cidade de Bauru, na companhia das damas do grupo da terceira idade da cidade de Penápolis - SP “LUZ E VIDA” e de sua coordenadora Girlene Moreno, para participar no dia 14 de março de 2002, da Seresta que foi realizado com muita “pompa” nas dependências do SESC. Este baile foi abrilhantado pela Orquestra Veritas, onde pudemos aquilatar naquela noite de gala toda sua versatilidade, por tocarem as músicas mais apropriadas para tão requintado evento, muitas delas interpretadas pelos seus dois excelentes crooner’s, Tadeu e Simone.

Estava estampado aí, os ingredientes perfeitos com os quais se cria uma atmosfera romântica... O segredo?... Estava na riqueza da orquestração e na harmonia com que as vozes do Tadeu e da Simone se fundem, com os acordes melódicos de seus naipes... Outro segredo?... Estavam nas músicas mais bonitas e selecionadas que foram tocadas de seu vasto repertório e na magia dos arranjos do maestro Berbel... Finalizando, devemos ressaltar que descrevemos o retrato fiel desta indescritível orquestra, de uma forma propositada, numa tentativa de sensibilizar àquelas pessoas que assim procederam, para que a partir deste instante, façam com que o bom senso prevaleça, trazendo o maestro Berbel de volta às suas origens, para o lugar que é seu por direito e que nunca deveria deixar de ser, pelo incontestável talento de um “Acadêmico Professor de Música!!!”...

Principalmente nos dias de hoje, quando os homens da música, a exemplo do maestro Berbel, estão se tornando parágrafos e verbetes nas enciclopédias!!!... (Genésio Buzembai - RG – 5.844.195-SSP/SP)

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