Tribuna do Leitor

A corrupção endêmica


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Desde nosso distante processo de colonização até os dias atuais, uma das coisas que mais cresceu e evoluiu em nosso país foi a corrupção. O jeitinho brasileiro incorporado ao cotidiano de uma grande maioria fez escola e dificulta uma possível regressão dos índices alarmantes que nos cercam nos dias atuais. É uma doença que mata indiretamente milhões de brasileiros ao desviar recursos públicos de suas verdadeiras finalidades, além de solapar a esperança de milhares de jovens que crescem convivendo com a rotina da “Lei de Gerson”. A cura parece que está mais distante do que imaginamos, pois a cada novo amanhecer descobrimos mais um golpe, um desvio de verba, um órgão público envolvido em falcatruas, um governante suspeito de atos ilícitos ou um simples brasileiro recebendo suborno para facilitar ou não a aplicação de uma lei ou regra geral. A Propinobrás é a campeã na avenida da corrupção brasileira, seguida de perto pela Subornobrás e pela Licitações Fraudolentas.com.br, que envolvem invariavelmente o poder público e o poder privado em suas piores versões para o erário. Esses três segmentos conseguem sozinhos faturarem muito mais do que toda produção das empresas que atuam no mercado formal brasileiro de forma licita. A Corrupção é responsável pelo grande descrédito dos estrangeiros em relação a nossa pátria, causando um desgaste sensível nas nossas relações comerciais, cambiais, e até no nosso turismo externo. São raros e dignos de menção no Guiness Book ( Livro dos Recordes) os órgãos públicos que jamais se envolveram com problemas de corrupção em nosso país. Começa pelo simples fiscal, passando pelos ambulantes, compradores, vendedores, intermediários, empresários, políticos, lobistas e centenas de outros profissionais envolvidos até o pescoço com estórias de roubos, desvios e maracutaias de toda espécie em solo tupiniquim. Até o índio, antes figura ingênua e humilde também tem seus representantes nessa tropa de elite da malandragem brasileira, com estórias de facilitação do escoamento de madeira de lei de áreas de preservação ambiental e florestas nativas em troca de luxo e riqueza. A impunidade aliada a cultura do levar vantagem em tudo, é um dos nossos maiores problemas. Ser honesto não é mais obrigação moral de todos os cidadãos de bem, mas sim uma rara qualidade cada vez mais difícil de ser encontrada em nossa gente. Mas precisamos reagir para que possamos deixar para as nossas futuras gerações a importância da ética, da religião, do amor ao próximo e da verdade acima de tudo. Precisamos ajudar a reverter esse estado deplorável de coisas que cercam nossa vida pública, para passarmos a respirar honestidade, fraternidade e amor num futuro que espero seja próximo. (Rafael Moia Filho - RG 6.711.407-6)

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