Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Exportações

Na próxima semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar cerca de US$ 1 bilhão para financiar as exportações. A informação foi dada ontem pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Sérgio Amaral, que preside a Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo o ministro, os recursos serão provenientes do acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), firmado há cerca de um mês para o financiamento de pequenas e médias empresas.

• Financiamento

Amaral explicou que, do total de US$ 900 milhões previstos no acordo, serão sacados na próxima semana US$ 450 milhões para o financiamento de linhas de comércio exterior. Outros US$ 140 milhões virão de empréstimos do BNDES em curso e, mais US$ 400 milhões, de captações do banco feitas junto a instituições asiáticas.

• Ampliação

Segundo o ministro, os recursos novos, no total de US$ 1 bilhão do BID - anunciados na semana passada - serão utilizados para financiar as exportações, podendo ampliar para cerca de US$ 2 bilhões os recursos agora destinados às vendas externas. Mas esse dinheiro do BID vai demorar um pouco mais que os recursos já acertados a serem liberados na semana que vem, já que as negociações foram concluídas na semana passada.

• Próprios

O BNDES também deverá ampliar sua participação com recursos próprios para aumentar o crédito às exportações. Os recursos em real deverão ser utilizados para capital de giro pelos exportadores.

• Flexibilização

O governo decidiu retirar dinheiro dos bancos e tornou mais flexíveis as regras contábeis dos fundos de investimento. A medida tem por objetivo conter a sangria dos fundos, que já perderam cerca de R$ 40 bilhões desde maio, e trazer maior estabilidade na rolagem da dívida pública durante o período eleitoral.

• Compromissos

Os fundos de investimento têm cerca de um terço da dívida do governo e a onda de saques ameaçava a rolagem dessa dívida. Os títulos públicos, especialmente os pós-fixados, sofreram forte desvalorização nas últimas semanas devido à desconfiança do mercado em relação à capacidade do futuro governo em honrar seus compromissos.

• Títulos

A partir de agora, os fundos de investimento não serão mais obrigados a contabilizar todos os seus títulos com base no valor de mercado de cada papel. Essa exigência fez com que os fundos registrassem fortes perdas e foi alvo de críticas e reclamações por parte do mercado.

• Rentabilidade

As medidas, anunciadas ontem pelo Banco Central (BC), deverão ser suficientes para reduzir a volatilidade dos fundos de investimentos e os saques que aumentaram nos últimos dias, segundo o diretor de Política Monetária do banco, Luiz Fernando Figueiredo. Para o investidor cotista que possui aplicações de médio e longo prazo, ele recomendou a permanência nos fundos para que se obtenha uma rentabilidade maior.

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