"Olá galera do JC. A turma do Café está na área de novo. Ah! o site cafecomandioca .com.br para variar continua em construção e não é por culpa ou dedicação das nossas webmaters Paula e Paty, é que todas as vezes que nos reunimos para o arremate final, nunca chegamos a conclusão por causa das trucadas que atravessam as madrugadas. No dia seguinte ninguém lembra de mais nada. Nem preciso comentar que a trucada é um pretexto para acabar com o estoque de fermentados e destilados.
Mas vamos falar de pescaria. A nossa turma, que já era composta por Café, Lico, os dois João, Gordo (Valdemir Arruda, também conhecido como Valdemir Francisco) e eu, ganhou mais um ilustre componente, trata-se do Evany, um maranhense “cabra machoâ€, gente da melhor espécie. De pesca conhece pouco, mas de farra na beira do rio, sabe tudo. O cara também é um especialista na culinária nordestina. Fez uma caldeirada daquelas só esquecida depois de uma semana ...
Depois de fazermos nossa caminhada rumo ao “Corgo do Meioâ€, uns 40 quilômetros de viagem que levamos mais de duas horas por conta das paradas nos costumeiros bares. Cabe aqui uma observação, todos estavam cheios, clientes até na calçada e ainda dizem que o País está em crise.
Como sempre, os primeiros peixes embarcados são meus, motivo pelo qual o nosso debutante comenta: “pô, o Fernando não perde uma fisgada?†O Café imediatamente completa: “você não viu nada. Ele é considerado o melhor da turma e seguramente o maior pescador destas águasâ€. “Qual será o segredo?â€, pergunta. “Talvez porque ele não beba e está sempre com o reflexo apuradíssimoâ€, responde o resto da turma. E vamos pescando. Quando passados uns 40 minutos, o Evany consegue pegar sua primeira corvina e para o nosso espanto, diz: “peguei uma pescada!†Numa voz uníssona a turma diz: “corvina!†“Não, é pescadaâ€, diz o nosso amigo que continua insistindo, gerando polêmica. Corvina ou pescada...?
Como o Brasil é um País territorialmente extenso, cada região tem seus costumes e dialetos, quisemos acreditar que no Maranhão a corvina poderia ser conhecida como pescada. Mas não, o homem garante que é pescada e que lá também tem corvina, mas é outro tipo de peixe.
Resolvemos continuar pescando para discutirmos depois que atenuasse o efeito “querosene†– cerveja, conhaque e cachaça.
Houve até aposta, mas ninguém ganhou por força da língua portuguesa, vasta em dupla interpretação. Depois de analisarmos, chegamos a conclusão que o peixe fisgado é corvina, mas depois de embarcado é pescada, ou seja, a corvina que foi pescada.
Para não desagradarmos o calouro da turma e deixarmos uma imagem de teimoso já na primeira pescaria, resolvemos: É uma corvina pescada e ponto final.
Um grande abraço a todos e em especial as nossas esposas e filhos que ainda acreditam em nossas fantásticas pescarias.
Em tempo: os peixes, continuamos distribuindo às entidades de assistência social." (Fernando Toyoji Tatemoto não é contador de histórias, apenas pescador e dos bons)