• Nobel
O prêmio Nobel de Economia de 2001, Joseph Stigliz, disse à imprensa, ontem, que o estado da economia brasileira é plausível e não merece a exagerada desvalorização dos mercados. “Os números da economia brasileira são muito fortes e plausíveis, bem diferente da situação da Argentinaâ€, indicou o economista americano.
• Sem comparação
Além disso, ele considerou que a dívida externa brasileira com relação ao produto Interno Bruto (PIB) “é claramente administrávelâ€. Stigliz destacou que não se pode comparar a situação do Brasil com a da Argentina, assinalando que no país vizinho estava claro que algo de ruim estava por vir e que a crise era inevitável. Assim ele avaliou a atual conjuntura econômica do Brasil, cujos mercados vêm registrando, desde maio passado, um nervosismo exacerbado.
• Acordo
Stiglitz considerou bom o acordo de US$ 30 bilhões obtido pelo governo Fernando Henrique Cardoso com o FMI, mas admitiu que as atuações do FMI “refletem a perspectiva, a ideologia e os interesses dos mercados financeirosâ€. Disse, ainda, que os mercados estão mais preocupados com os pagamentos do que pelo cenário favorável e amplo nos países em desenvolvimento.
• Leilão adiado
O leilão de privatização da Nossa Caixa Administradora de Cartões, marcado para a próxima quarta-feira na Bovespa, deverá ser adiado. Uma liminar suspendeu na última quarta-feira o leilão, e a Nossa Caixa ainda não conseguiu derrubá-la. O governo do Estado de São Paulo e a Nossa Caixa devem encaminhar um recurso ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.
• Liminar
A liminar foi concedida pelo juiz Pedro Paulo Lazarano Neto, da 12ª Vara Federal. A medida foi concedida numa ação cautelar assinada pelos advogados João Gualberto Piza Fontes, Telma Hirata e Fábio Azevedo, em nome da Associação dos Funcionários do Banco Nossa Caixa S/A. Segundo o presidente da associação, Elias Maalouf, não haverá tempo hábil para a realização do leilão na próxima quarta-feira, mesmo que a liminar seja derrubada.
• Garantias
O motivo é que a liminar já comprometeu o cronograma de procedimentos que antecedem o leilão - como a entrega de documentos para pré-qualificação dos interessados, a abertura dos envelopes e o depósito de garantias. A entidade conseguiu a liminar ao apontar várias irregularidades, entre elas, a inexistência de aprovação do edital de venda por parte da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), exigência indispensável.
• Eletrônico
O número de empresas que praticam comércio eletrônico no Brasil subiu 37% em relação ao ano passado, de acordo com levantamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, divulgado ontem. O volume de vendas relativo ao comércio eletrônico no País em 2002 deve dobrar para entre US$ 11 bilhões e 13 bilhões. O número inclui o comércio entre as empresas - como compra de insumos - e também as vendas do varejo via Web.
• Internet
Segundo o levantamento, que ouviu representantes de 184 companhias associadas tanto à Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham) quanto à própria Camara-e.net, em junho deste ano 33% dos empresários disseram que suas respectivas empresas já trabalham com vendas na Internet e possuem plataformas totalmente desenvolvidas. Outros 19% disseram que estão desenvolvendo essas ferramentas.