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Reforma restringe atendimento do PS

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

O Pronto-Socorro (PS) Municipal Central vai entrar em reforma no próximo dia 26. As obras devem durar seis meses e visam melhorar o fluxo interno e adequar a área física às exigências da Vigilância Sanitária do Estado. Na primeira etapa, 70% da área do prédio ficará interditada e o atendimento dos adultos deverá ser feito no Pronto-Atendimento Infantil (PAI).

A obra está orçada em R$ 470 mil e será bancada exclusivamente pela administração municipal. O diretor de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Felinto dos Santos Neto, explica que o PS vai ser totalmente reformulado e ganhará mais espaço, com a construção de uma ala de 232 metros quadrados - um terço do espaço total. “Chegamos num ponto que não dá mais para adiar a reforma. É preciso se adequar às normas da Vigilância Sanitária”, enfatiza o diretor.

Entre as mudanças está previsto aumento de ventilação interna, construção de sanitários, troca da rede hidráulica, criação de um posto de enfermagem para observação, aumento do número de bicos de oxigênio para inalação, entre outras coisas.

A diretora da Divisão de Serviços Técnicos da SMS, Aida Maria Marasco, explica que será construída, inclusive, uma sala para pequenas cirurgias. “Nós tínhamos um espaço no qual fazíamos esse tipo de trabalho. Mas ele não era adequado”, salienta.

Também será criado um consultório específico para o atendimento psiquiátrico, além de uma sala de reunião. “O projeto prevê um atendimento mais humanizado aos pacientes”, diz Aida.

Ela explica que os setores ficarão dispostos separadamente, para que os pacientes e familiares possam ter mais privacidade.

Nova entrada

Atualmente, as ambulâncias que chegam com os pacientes graves utilizam a mesma portaria que as pessoas que procuram o PS para atendimentos ambulatoriais.

Com a reforma, o Pronto-Socorro vai ter duas entradas separadas, evitando assim tumultos e cenas constrangedoras para quem está à espera de atendimento. “Às vezes, a chegada de uma pessoa acidentada assusta os usuários. Por isso, vamos ter uma entrada privativa para o atendimento de urgência “, destaca Aida.

Também será feita uma cobertura nessa área, evitando que o paciente tome chuva quando chegar ao Pronto-Socorro.

Para garantir o atendimento geral do PS mesmo em caso de falta de energia, será adquirido um novo gerador, que vai atender toda a unidade.

Outra novidade será a sala de higienização, um espaço reservado para cuidar dos pacientes que precisam tomar um banho ou fazer uma assepsia.

Aida conta que um detalhe que será levado em conta depois da reforma é a colocação de lixeiras separadas para lixos recicláveis, contaminados e orgânicos.

De acordo com ela, o prédio do PS Central, que tem 801,38 metros quadrados, foi inaugurado em 1986 e nunca passou por uma reforma nessas proporções. “Só foram feitos reparos, como pintura, por exemplo”, destaca.

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Requisição de verbas

Felinto dos Santos Neto, diretor de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), explica que há um ano a pasta está adquirindo equipamentos novos para serem instalados no PS. “Na atual estrutura física do Pronto-Socorro, eles nem se destacavam”, ressalta.

O diretor de Urgência e Emergência da secretaria lembra que a necessidade de reforma do PS vem sendo ressaltada há cerca de dois anos. “Inicialmente, os gastos previstos na obra seriam de R$ 250 mil. Mas, depois de levantar todas as necessidades do Pronto-Socorro, chegamos ao valor de R$ 470 mil”, diz.

Ele conta que a administração municipal tentou conseguir recursos junto ao governo federal, mas não obteve sucesso. “O investimento será exclusivamente do município”, diz.

Depois de terminada a reforma, o diretor acredita que será necessário contratar mais funcionários para suprir o novo esquema de atendimento que entrará em vigor. Ele não sabe dizer se haverá um novo concurso para preenchimento de vagas ou se será feito um remanejamento no quadro da SMS.

Atualmente, o PS Central tem 258 funcionários. Parte deles trabalha em outras divisões da Secretaria Municipal de Saúde, como os motoristas e as serventes, por exemplo.

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