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Empresa clandestina é descartada pela DIR

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O estudo epidemiológico concluiu que a contaminação por chumbo na área em que localiza-se a Fábrica de Baterias Ajax não foi provocada por empresa clandestina - possibilidade cogitada pela diretoria da Ajax.

“Não tem interferência no estudo epidemiológico. Isso está descartado”, diz Affonso Viviani, diretor técnico da Direção Regional de Saúde (DIR-10). “O estudo epidemiológico mostrou que não tem nenhuma relação”, ressalta.

A diretoria da Ajax divulgou esta semana que acredita que as emissões que geraram altos índices de concentração de chumbo em alguns pontos da área estudada tenham sido provocadas por empresa clandestina.

Ontem, a diretoria informou que confia nas decisões da DIR-10 (referentes aos estudos epidemiológicos) e que acatará as medidas.

“A empresa acata as decisões da DIR-10 e todas as recomendações feitas neste estudo já estão sendo analisadas e discutidas com as autoridades envolvidas”, informa um comunicado feito à imprensa.

A diretoria afirma que está buscando soluções alternativas para a pavimentação das ruas. “A Ajax está em busca de soluções mais rápidas e práticas, através de convênios já firmados com as universidades Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Ilha Solteira e Unesp de Jaboticabal. Quanto aos gastos necessários para as medidas, a diretoria prefere aguardar uma nova conversa com a Prefeitura Municipal para falar sobre o assunto.”

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Planejamento

O Poder Público ainda não tem um planejamento de como serão executadas as medidas recomendadas. De acordo com a secretária municipal de Saúde, Sônia Fiocchi, diversas secretarias municipais têm discutido a questão para, posteriormente, executá-las. “Estamos discutindo para quantificar o que são essas ações”, diz.

Sônia afirma que há possibilidade de que os gastos sejam divididos entre as esferas municipal, estadual e federal. “Nossa pretensão não é repassar isso ao munícipe. A proposta é somar forças para viabilizar tudo isso”, observa.

Uma vez adotadas as medidas oficiais, a DIR-10 recomenda que seja feito o monitoramento dos níveis de chumbo no sangue das crianças que moram nas áreas não asfaltadas, além de acompanhamento clínico e psicológico daquelas que apresentaram plumbemias iguais ou superiores a 10 microgramas de chumbo por decilitro de sangue.

Também deverá ser observada a higienização do trabalhador da Ajax para evitar que o chumbo seja carregado para as casas.

Na opinião de Ivan Ferrazoli de Marche, secretário executivo do Instituto Ambiental Vidágua, a Ajax deve ser responsável pelos gastos gerados pelas medidas. “Isso faz com que o Vidágua tenha uma força a mais na ação para realmente cobrar da empresa que ela colabore com o Poder Público nas recomendações feitas pela Secretaria da Saúde.”, diz.

“Esperamos da Justiça que realmente cumpra seu dever. Se foi comprovado que a empresa realmente foi a causadora de um dano, a gente espera que faça com que a empresa se responsabilize também criminalmente por essas ações”, acrescenta Marche.

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