A inauguração do Hospital Regional (HR), prevista para o final de setembro, deverá alterá completamente a rotina e a vocação dos bairros que estão no entorno do estabelecimento de saúde. Com o aumento do fluxo de pessoas na área, a tendência é que haja uma “explosão†do comércio local, com a abertura de bares, lanchonetes, restaurantes, pensionatos e até funerárias.
O problema é que não existe espaço suficiente para a construção de novos prédios comerciais na vizinhança do HR. O estabelecimento é cercado por áreas públicas ou de entidades assistenciais, como é o caso da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri).
A saída para a instalação de pontos comerciais será a utilização das residências do Núcleo Geisel, de característica meramente residencial. “Não temos estrutura no bairro para suportar essas mudanças que deverão acontecer nos próximos anosâ€, diz o presidente da Associação de Moradores local, Ismael Martins Borges.
Ele conta que os moradores estão animados com as alterações pelas quais deverá passar o bairro, distante cerca de cinco quilômetros do Centro da cidade. “As pessoas estão acreditando que a área será valorizada com a instalação do do hospital e enxergam nisso uma saída para o desempregoâ€, conta.
Muitos habitantes do bairro ou adjacências já estão se preparando para investir no comércio local, montando barracas para lanches ou mesmo incrementando o seu estabelecimento. “O pessoal aqui acha que a movimentação dos funcionários e familiares de pacientes na região vai trazer novos consumidores para o bairroâ€, diz a proprietária de um salão de beleza do Geisel, Márcia Marina Biral.
Os estabelecimentos comerciais instalados no Geisel são voltados, essencialmente, para atender à necessidade da população local. Com exceção de um supermercado - que por sinal deverá ser fechado em breve -, o restante do comércio do bairro é formado por empresas de pequeno porte, como locadoras, bares e lanchonetes.
Para a secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, aos poucos as casas do núcleo habitacional vão acabar cedendo espaço para atividades comerciais. “A saída é avançar para o Geisel, já que em volta do hospital quase não existe terreno particularâ€, salienta.
Duas pistas
Com duas saídas para a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Jaú), o Hospital Regional oferecerá um fácil acesso para as pessoas que virão de outras cidades em busca de tratamento. Se estiverem de carro ou ambulância, não terão necessariamente que cruzar o tumultuado Centro da cidade.
De acordo com o diretor do Sistema Viário da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Nelson Lira, a avenida Nações Unidas está preparada para suportar o trânsito de veículos e pedestres que será gerado com a abertura do HR.
No entanto, a avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, que dá acesso ao campus local da Unesp, apresenta uma série de deficiências.
Por isso, uma das primeiras providências a ser tomada depois da inauguração do HR é a duplicação da avenida, que atualmente nem calçada possui.
A duplicação é uma reivindicação dos integrantes do Movimento Vias de Fato, formado por moradores da região, alunos, funcionários e docentes da Unesp.
O projeto da avenida já está pronto, mas a Prefeitura Municipal de Bauru diz que não tem recursos para bancar a obra. Como a via liga dois órgãos estaduais - a universidade e o HR -, a administração municipal está reivindicando a liberação de recursos do Estado para fazer a duplicação.
O pedido estaria sendo feito de duas formas - pela prefeitura e pela reitoria da Unesp.
De acordo com a assessoria de imprensa do governador, o pedido foi encaminhado. No entanto, devido ao período eleitoral, Alckmin não estaria autorizado a liberar a verba, no valor estimado de R$ 757 mil.
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Zôo
O Zôológico Municipal de Bauru deverá ser um dos grandes beneficiados com o aumento do número de pessoas na região sudeste.
O parque será a principal atração turística para quem estiver nas proximidades e deverá ter um considerável aumento no número de visitantes.
O diretor do Zôo, Luiz Pires, diz que ainda não dá para fazer projeções quantitativas sobre a visitação, mas espera receber muitos turistas diariamente. “A inauguração do hospital será muito positiva para o Zoológicoâ€, avalia.
Ele destaca que o único problema gerado pelo HR para o parque municipal é o grande fluxo de águas pluviais que vai atingir o local. “Como aquela área foi totalmente impermeabilizada, a água da chuva vai atingir em cheio a represa do Zoológico, causando problemas para o ambienteâ€, salienta.
Pires diz que já pediu à Secretaria Municipal de Obras para que providencie mudanças no curso das águas, evitando enchentes no Zôo.