Bairros

Procura por imóveis deve aumentar cerca de 30%

Rose Araújo
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de alavancar o setor imobiliário, a inauguração do Hospital Regional não deverá supervalorizar os imóveis da região do Núcleo Geisel. De acordo com o presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), José Martinho Teixeira da Silva, a atual situação econômica do País não está permitindo aumentos consideráveis de preços.

“Se alguém quiser ganhar muito dinheiro supervalorizando o seu imóvel, vai ficar com ele parado”, alerta Martinho.

Ele diz que a tendência é de que haja uma grande procura de casas no Núcleo Geisel para locação e compra, principalmente levando em consideração que o bairro é o que mais tem condições de abrigar o comércio da região.

No entanto, o presidente da Aciba lembra que a maioria das casas são simples e não poderão ter preços abusivos. “Os funcionários do hospital vão dar preferência para morar naquela região, mas não vão se submeter a aluguéis muito caros”, salienta.

De acordo com Martinho, o interesse deverá atingir também os bairros que estão nas adjacências do HR, como o Núcleo José Regino, o Jardim Olímpico, o Jardim Alvorada e o Jardim Colonial.

Ele acredita que haverá uma expansão no número de prédios de quatro andares na região. â€œÉ um tipo de moradia muito procurada por essa faixa de clientes, formada por famílias de classe média baixa”, destaca.

No Jardim Colonial, bairro localizado em frente ao campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a procura por terrenos já está aumentando.

De acordo com o responsável pela área de vendas do loteamento, Erivelton Trevisan Seixas, depois do início do funcionamento do HR, a tendência é que as vendas aumente cerca de 30%. “O loteamento está 99% vendido. Temos apenas alguns lotes à disposição”, afirma.

Ele diz que os principais interessados são investidores que visam a valorização da área. “Mas também há famílias que têm a intenção de se mudar para o bairro”, afirma. O local já está bem habitado e a tendência é que o número de construções aumente depois da inauguração do hospital.

Seixas diz que o bairro tem restrições para o comércio e que somente determinados lotes poderão abrigar construções deste tipo. “Já tem algumas quitinetes sendo construídas visando os alunos da Unesp e os parentes dos pacientes do hospital”, diz.

Atualmente, um lote medindo 330 metros quadrados está na faixa de R$ 20 mil.

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