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FGV expandirá cursos de pós na região

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Ainda neste semestre, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) vai instalar novas unidades posicionadas regionalmente em Avaré, Marília, Lins e Botucatu para ampliar sua rede de cursos de pós-graduação no Interior do Estado. Hoje em Bauru, existem sete turmas que ultrapassam 450 alunos por semestre, nas áreas gerenciamento e gestão empresarial que congregam alunos de diferentes formações, seja técnica ou humana.

A medida é parte da estratégia de posicionamento da universidade, visando o acesso de um maior número de alunos e uma conseqüente expansão da instituição, através da instalação de novos cursos com características regionais voltadas para o marketing, finanças, turismo e agronegócios.

Na última semana, o coordenador dos cursos de pós-graduação - Marketing in Business Administration (MBA) da Fundação Getúlio Vargas, Ronaldo Soares de Andrade esteve em Bauru após percorrer a região e apontou que a iniciativa vem suprir uma demanda de profissionais que a unidade local da Getúlio Vargas não conseguia atender.

“Mas isso não significa que vamos começar a abrir unidades em todos os lugares. Nós temos uma preocupação muito grande com a qualidade. Temos, inclusive, um órgão dentro da fundação que nos monitora. É um processo bastante intenso”, ressalta o coordenador.

Novo perfil

A intenção agora é abrir espaço a um novo perfil de alunos, um público mais jovem e recém egresso das universidades, com idade em torno de 26 anos. Atualmente procuram os cursos de especialização no interior profissionais, na faixa dos 30 a 35 anos, que atuam no mercado de trabalho e têm muitas vezes a especialização cobrada pelas empresas.

“O recém formado muitas vezes não vem fazer o curso por uma série de fatores, principalmente a inexperiência, a falta de identificação com o próprio trabalho e a escassez de recursos financeiros”, comenta Andrade.

Neste sentido, em março de 2003 serão lançados cursos de treinamento com custo mais baixo visando esses novos executivos. Para minimizar os custos sem prejuízo de conteúdo, uma parte das aulas será ministrada diretamente do Rio de Janeiro e de outras localidades, através de teleconferência. A outra parte da grade continuará sendo aplicada por professores que se deslocam da capital para o interior.

Dentre as inovações, a Getúlio Vargas já estão oferecendo o FGV-on line um curso não só de internet, mas com atividades presenciais nas unidades. Para outubro, também será lançado via net um desafio aos alunos e ex-alunos de pós-graduação da GV e de outras instituições que está sendo chamado de o “Jogo do Mercado”, quando equipes de profissionais se confrontam na administração de empresas. “São passadas uma série de situações e problemáticas que precisam ser superadas pelos participantes”, explica Andrade.

Currículo “turbinado”

Recentemente, Bauru foi apontada como um das principais cidades para se turbinar o currículo. Sobre o assunto, o professor Soares aponta que a posição estratégica e número de instituições de ensino fazem com que esse movimento seja facilitado. Entretanto, destaca que as pessoas não podem apenas “se deixar passar pela cidade”. “Dessa maneira se desenvolve a economia local que precisa se aproveitar mais desta localização e deste entroncamento de vias que cortam Bauru. Essa confluência está aí para beneficiar a cidade.”

Da mesma forma, o professor Ronaldo adverte que hoje a pós-graduação é um caminho sem volta. “O desdobramento do conteúdo é cada dia mais exigido em qualquer segmento. O certificado é importante, mas o substrato é ainda mais. Hoje, até quem aperta parafuso tem que saber mais e conhecer o melhor caminho para aperfeiçoar a técnica e o resultado.”

• Serviço

Em Bauru, os cursos da FGV são ministrados na conveniada Diagrama, que fica no Piso C1 do Garden Trade Center, na Praça da Paz.

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Coordenador

O coordenador geral dos cursos de pós-graduação – MBA da Fundação Getúlio Vargas professor Ronaldo de Soares de Andrade é engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em engenharia de produção (UFRJ), com doutorado e pós-doutorado em engenharia do design na Loughborough University of Technology (Inglaterra);

Membro do comitê de Mudança Cultural em Desenvolvimento de Produtos do Center for Quality Management, Cambridge, Massachusetts (USA), Professor do Departamento de Engenharia Industrial da Escola de Engenharia da UFJR; Diretor Executivo do Escritório Técnico da Escola de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ; Consultor de empresas em aplicações de princípios modernos de Engenharia da Produção.

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