Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

• Varejo

Mesmo com a queda de 14,9% nas vendas ao varejo de automóveis e comerciais leves no primeiro semestre, o setor de seguros apresentou ligeiro aumento no período. Entre os meses de janeiro a junho de 2002, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou crescimento de 0,43% no mercado securitário de veículos.

• Recuperação

Segundo o diretor da Rodobens Seguros, Ronald Macedo Torres, mesmo com a época eleitoral, que vem gerando apreensão por parte da economia como um todo, ele acredita que as vendas de veículos possam se recuperar no segundo semestre, como ocorre tradicionalmente neste setor. Se isso ocorrer, também o mercado de seguros será beneficiado, já que se registra crescimento mesmo com a queda nas vendas de automóveis nos primeiros meses do ano.

• Supermercados

Os supermercados crescem mesmo em épocas de crise, segundo mostra pesquisa da revista Supermercado Moderno, feita com 13 mil estabelecimentos. Em 1997, quando a Ásia passou por problemas e a economia brasileira cresceu 3,7%, o faturamento dos supermercados avançou 16% já descontada a inflação (IPCA). Em 1998, ano da crise russa, os números foram 0,2% e 9,6%. Quando a política cambial mudou, em 1999, 1% e 2,1%, respectivamente. No ano passado, 1,5% e 8%.

• Consumo

O consumidor paulistano pretende reduzir seus gastos nos próximos três meses. Mas essa decisão não tem nada a ver com a situação econômica que o País vive atualmente, com oscilação do dólar, elevação das taxas de juros ou aumento do risco-Brasil provocado pelas desconfianças dos investidores internacionais em relação à capacidade do País pagar suas dívidas. O que pesa mesmo na decisão de gasto do consumidor é o dinheiro que ele tem no bolso, segundo pesquisa divulgada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

• Pesquisa

De acordo com a pesquisa, apenas 6% dos paulistanos estão preocupados com a questão da economia para a decisão de compra. “Os consumidores, especialmente os de baixa renda, terão sempre necessidades a serem atendidas que não podem ficar na dependência da estabilidade econômica, principalmente quando o País vive um longo período marcado por trbulências e instabilidade”, disse o presidente da ACSP, Alencar Burti.

• Cidadão

Desde ontem, o pagamento do seguro-desemprego pela Caixa Econômica Federal (CEF) passou a ser feito com o Cartão-Cidadão. Neste primeiro momento, no entanto, apenas os trabalhadores cadastrados como pescadores artesanais em regiões litorâneas e às margens dos rios brasileiros poderão ser beneficiados. A novidade foi lançada pela CEF e o Ministério do Trabalho e Emprego, em Porto Alegre .

• Pagamentos

O pagamento do seguro-desemprego com o Cartão do Cidadão será feito em todos os 13 mil pontos de atendimento da Caixa no País. Segundo a Radiobrás, com o Cartão do Cidadão, os pagamentos que antes aconteciam apenas nas agências da Caixa, passam a ser feitos também em casas lotéricas e correspondentes bancários.

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