Depois de ter se consagrado campeã brasileira de tiro pelo 13.º ano consecutivo, a equipe do Bauru Tênis Clube (BTC) continua monopolizando as ações também no âmbito estadual. No último final de semana os atiradores do BTC venceram a quarta etapa do Campeonato Paulista.
Os cinco integrantes da equipe neste estadual - Marcus Vinicius Giansante, Luiz Daré Neto, Tadao Miyagui, Takakaso Okada e José Bortolo Pastori - foram campeões da etapa em suas modalidades.
Campeões brasileiros
A equipe do BTC foi campeã em Brasília, nos dias 13 e 14 de julho. A equipe bauruense conquistou os primeiros lugares em todas as modalidades que disputou. De acordo com o diretor do Departamento de Tiro do clube, Marcus Vinicius Giansante, a equipe participou de três das cinco modalidades do campeonato: NRA (National Rifle Association) rápido, NRA 2 e tiro de defesa.
Na categoria NRA rápido, o atirador usa a mão direita e dispara de pé, de joelho, sentado e deitado. O alvo fica a 25 metros e são usados 24 tiros. “Na categoria NRA 2, o alvo fica a 15 metros, 25 metros e 50 metros. O atirador também dispara de pé, de joelho, sentado e deitado, mas com a mão direita e com a mão esquerda. São 60 tirosâ€, explica.
Segundo ele, em tiro de defesa, o alvo fica a 15 metros e o atirador faz 20 disparos rápidos. Durante o campeonato, são usados revólveres calibre 38 e pistolas calibres 38, 40 e 45.
O atirador Luiz Daré Neto conta que a equipe treina apenas aos finais de semana, porque todos os competidores têm outras atividades profissionais. Ele afirma que cada atirador gasta, em média, entre 100 e 300 cartuchos com diferentes armas em cada treino. Segundo ele, uma arma competitiva custa entre US$ 1,5 mil e US$ 2,5 mil. Já o milheiro de projéteis custa R$ 350,00.
“Ao contrário do que se pensa, o esporte de tiro é um dos menos violentos do momento, em comparação com futebol, basquete, vôlei. E não há registro de acidentes. Trabalhamos com critérios rígidos e internacionais de segurança, até porque usamos munição real e a tolerância ao erro é zeroâ€, alerta José Bortolo Pastori.
Os vencedores salientam, porém, que o tiro é um esporte solitário, onde praticamente não existe platéia. â€œÉ complicado levar alguém para assistir, porque tem que usar protetor ocular, protetor auditivo e manter-se a uma distância mínima de segurança. Então, acabamos uns assistindo aos outrosâ€, ressalta Pastori.
Daré Neto acrescenta que os atiradores não têm sequer porte de armas. “Nós temos registro de atirador do Exército e dispomos de uma guia de tráfego. Isso nos autoriza a transportar as armas para as competições, mas não a portar armasâ€, afirma.
No Brasileiro, Marcus Vinicius Giansante (pentacampeão) foi primeiro colocado em Revólver Mira Óptica (NRA rápido), Pistola Mira Aberta (NRA 2), Revólver Mira Óptica (NRA 2) e Revólver (tiro de defesa). João Silvestre (tricampeão), foi primeiro em Pistola Mira Óptica (NRA rápido) e Pistola Mira Óptica (NRA 2).
Os outros integrantes do BTC na competição nacional foram Luiz Daré Neto (bicampeão), primeiro em Pistola Mira Aberta (NRA rápido); Tadao Miyagui - primeiro em Pistola Mira Aberta (NRA rápido) e José Bortolo Pastori - terceiro colocado em Pistola Mira Óptica (NRA 2).