Esportes

Equipe de tiro do BTC, campeã brasileira, vence na quarta etapa do Paulista

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de ter se consagrado campeã brasileira de tiro pelo 13.º ano consecutivo, a equipe do Bauru Tênis Clube (BTC) continua monopolizando as ações também no âmbito estadual. No último final de semana os atiradores do BTC venceram a quarta etapa do Campeonato Paulista.

Os cinco integrantes da equipe neste estadual - Marcus Vinicius Giansante, Luiz Daré Neto, Tadao Miyagui, Takakaso Okada e José Bortolo Pastori - foram campeões da etapa em suas modalidades.

Campeões brasileiros

A equipe do BTC foi campeã em Brasília, nos dias 13 e 14 de julho. A equipe bauruense conquistou os primeiros lugares em todas as modalidades que disputou. De acordo com o diretor do Departamento de Tiro do clube, Marcus Vinicius Giansante, a equipe participou de três das cinco modalidades do campeonato: NRA (National Rifle Association) rápido, NRA 2 e tiro de defesa.

Na categoria NRA rápido, o atirador usa a mão direita e dispara de pé, de joelho, sentado e deitado. O alvo fica a 25 metros e são usados 24 tiros. “Na categoria NRA 2, o alvo fica a 15 metros, 25 metros e 50 metros. O atirador também dispara de pé, de joelho, sentado e deitado, mas com a mão direita e com a mão esquerda. São 60 tiros”, explica.

Segundo ele, em tiro de defesa, o alvo fica a 15 metros e o atirador faz 20 disparos rápidos. Durante o campeonato, são usados revólveres calibre 38 e pistolas calibres 38, 40 e 45.

O atirador Luiz Daré Neto conta que a equipe treina apenas aos finais de semana, porque todos os competidores têm outras atividades profissionais. Ele afirma que cada atirador gasta, em média, entre 100 e 300 cartuchos com diferentes armas em cada treino. Segundo ele, uma arma competitiva custa entre US$ 1,5 mil e US$ 2,5 mil. Já o milheiro de projéteis custa R$ 350,00.

“Ao contrário do que se pensa, o esporte de tiro é um dos menos violentos do momento, em comparação com futebol, basquete, vôlei. E não há registro de acidentes. Trabalhamos com critérios rígidos e internacionais de segurança, até porque usamos munição real e a tolerância ao erro é zero”, alerta José Bortolo Pastori.

Os vencedores salientam, porém, que o tiro é um esporte solitário, onde praticamente não existe platéia. â€œÉ complicado levar alguém para assistir, porque tem que usar protetor ocular, protetor auditivo e manter-se a uma distância mínima de segurança. Então, acabamos uns assistindo aos outros”, ressalta Pastori.

Daré Neto acrescenta que os atiradores não têm sequer porte de armas. “Nós temos registro de atirador do Exército e dispomos de uma guia de tráfego. Isso nos autoriza a transportar as armas para as competições, mas não a portar armas”, afirma.

No Brasileiro, Marcus Vinicius Giansante (pentacampeão) foi primeiro colocado em Revólver Mira Óptica (NRA rápido), Pistola Mira Aberta (NRA 2), Revólver Mira Óptica (NRA 2) e Revólver (tiro de defesa). João Silvestre (tricampeão), foi primeiro em Pistola Mira Óptica (NRA rápido) e Pistola Mira Óptica (NRA 2).

Os outros integrantes do BTC na competição nacional foram Luiz Daré Neto (bicampeão), primeiro em Pistola Mira Aberta (NRA rápido); Tadao Miyagui - primeiro em Pistola Mira Aberta (NRA rápido) e José Bortolo Pastori - terceiro colocado em Pistola Mira Óptica (NRA 2).

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